FIDH revela existência de necrotério com 450 corpos em Trípoli

Organização acredita que pelo menos 300 pessoas morreram nos confrontos dessa segunda-feira

Paris – A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) revelou nesta terça-feira que se instalou em Trípoli uma necrotério que poderia conter até 450 vítimas da repressão do regime líbio de Muammar Kadafi.

O diretor-executivo da FIDH, Antoine Bernard, disse à Agência Efe que, segundo ativistas líbios de direitos humanos, esse necrotério foi instalado em uma escola situada ao lado do principal hospital da capital líbia.

A FIDH informou na segunda-feira que os protestos iniciados na semana passada no país deixaram pelo menos 300 mortos e, segundo Bernard, ainda não se está em condições de oferecer números atualizados.

O representante da ONG acrescentou que a repressão aos protestos com disparos e bombardeios de aviões de combate e helicópteros constitui um “crime contra a humanidade” e pediu que seus responsáveis “não fiquem impunes”.

Em referência à reunião que o Conselho de Segurança da ONU iniciou nesta terça-feira para abordar a grave crise no país, fez uma chamada para que a comunidade internacional se mobilize a favor da “cessação do massacre”.

Em entrevista à emissora de rádio “France Info”, o presidente de honra da FIDH, Patrick Baudouin, denunciou nesta terça-feira que o regime de Kadafi está utilizando “armas pesadas” contra a população e pediu a intervenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o “banho de sangue” na Líbia.