Fidel propõe que um robô substitua Obama na Casa Branca

Líder cubano criticou o atual presidente e os candidatos republicanos por não serem capazes de promover a paz no mundo

Havana – O líder cubano Fidel Castro sugeriu nesta segunda-feira que um robô seria a melhor solução para substituir o presidente Barack Obama na Casa Branca, diante da ausência de “um candidato capaz de evitar uma guerra que acabe com a espécie humana”.

“Não é por acaso óbvio que o pior de tudo é a ausência na Casa Branca de um robô capaz de governar os Estados Unidos e impedir uma guerra que ponha fim à vida de nossa espécie?”, ironizou Fidel, em seu texto “O melhor presidente para os Estados Unidos”, o segundo que publica este ano.

“Estou certo de que 90% dos americanos inscritos (para as eleições de novembro), especialmente os hispânicos, e o crescente número da classe média, empobrecida, votariam no robô”, acrescentou o líder comunista, afastado do poder desde julho de 2006 por razões de saúde.

Fidel Castro destacou que, para Obama, “bom articulador de palavras, imerso em sua busca desesperada pela reeleição, os sonhos de (líder dos direitos civis Martin) Luther King distam mais anos-luz do que a Terra do planeta habitável mais próximo”.

“Pior ainda: qualquer dos congressistas republicanos presidenciáveis, ou um líder do (movimento republicano conservador) Tea Party carrega mais armas nucleares em suas costas do que ideias de paz em sua cabeça”, enfatizou.

Em seu primeiro artigo do ano, Fidel afirmou que o mundo segue para um “inexorável” abismo, já que para ele “graves problemas” como a mudança climática ou o perigo de uma guerra nuclear estão longe de encontrar solução.

“Muitos perigos nos ameaçam, mas dois deles, a guerra nuclear e a mudança climática, são decisivos e ambos estão cada vez mais longe de aproximar-se de uma solução”, afirmou no artigo “A marcha para o abismo”, publicado no portal Cubadebate.

“Poderia inclusive falar de uma marcha ‘inexorável’ e estaria certamente mais próximo da realidade”, completa o líder comunista, de 85 anos, para quem “as palavras demagógicas, as declarações e os discursos da tirania imposta ao mundo pelos Estados Unidos e seus poderosos e incondicionais aliados, em ambos temas, não admitem a menor dúvida a respeito”.