FBI e prefeito de NY não dão crédito a ameaça de vídeo

O Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques de sexta-feira em Paris, que mataram 129 pessoas

Nova York – Não há qualquer “ameaça específica e digna de crédito” contra a cidade de Nova York, apesar de um vídeo recém-lançado pelo Estado Islâmico sugerir que a cidade mais populosa dos Estados Unidos é um potencial alvo de ataques como os de Paris, disse o prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio.

O comissário de polícia William Bratton concordou com o prefeito durante uma entrevista coletiva concedida na noite de quarta-feira pelos dois diante de uma delegacia de polícia na Times Square, acrescentando não haver nada de novo sobre o vídeo, que ele definiu como “produzido apressadamente”.

“Não há nenhuma ameaça digna de crédito e específica contra Nova York,” disse De Blasio, incentivando os nova-iorquinos a “levarem sua vida como sempre”, mas mantendo-se vigilantes.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques de sexta-feira em Paris, que mataram 129 pessoas com tiroteios e explosões de homens-bomba em uma casa de espetáculos, restaurantes e um estádio de futebol.

O ataque à capital francesa trouxe à tona o 11 de setembro de 2001 em Nova York, quando o ataques contra as torres gêmeas do World Trade Center com aviões sequestrados mataram mais de 2.600 pessoas.

O vídeo do Estado Islâmico, que se estende por cerca de seis minutos, inclui uma cena que parece mostrar um homem-bomba fazendo preparativos e fechando um casaco, de acordo com a descrição fornecida pelo Siste Intelligence Group, de Bethesda, Estado de Maryland, uma organização que monitora grupos militantes.

O vídeo mostra brevemente a Times Square e a Herald Square, dois pontos centrais de Manhattan sempre repletos de turistas, e um homem-bomba segurando o que parece ser um gatilho. A maioria das imagens é de cenas de Paris e do presidente francês, François Hollande.

Uma porta-voz do FBI disse que o órgão está a par das reportagens sobre o vídeo e “ameaças terroristas em curso contra NYC”, e iria investigar plenamente.