Fatia de;emergentes;no comércio;mundial é a maior desde anos 50

<EM>Segundo dados divulgados hoje pela Organização Mundial do Comércio, preços mais altos d</EM><SPAN><EM>o</EM> </SPAN><EM>petróleo e</EM><SPAN> <EM>de</EM></SPAN><EM> commodities e </EM><SPAN><EM>o</EM> </SPAN><EM>crescimento vigoroso do comércio global

A parte do comércio mundial movimentada por países em desenvolvimento voltou ao nível máximo verificado em 1950, superior a 30%. Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (14/4) pela Organização Mundial do Comércio (OMC), uma economia global “surpreendentemente forte”, apesar das altas da cotação do petróleo, impulsionou a troca de mercadorias.

As exportações africanas, por exemplo, cresceram 30% em 2004, a maior taxa desde 1980. Para os países da África, a OMC projeta crescimento semelhante neste ano. “A alta pode ser atribuída em grande medida à elevação dos preços de commodities”, diz Supachai Panitchpakdi, diretor-geral da OMC.

Enquanto isso, a América do Norte registrou o menor crescimento em exportações e importações de mercadorias em todo o mundo e foi a única região das sete pesquisadas que registrou déficit comercial. Só o déficit dos Estados Unidos chegou a 618 bilhões de dólares, equivalente a 7% do comércio global.

Agenda

“Um número cada vez maior de países comercializa mais e participa mais do estabelecimento das regras de comércio”, diz Panitchpakdi, diretor-geral da OMC. O dirigente reconhece a existência de barreiras que impedem bases mais justas para o comércio, e recomenda a conclusão da rodada de Doha como o melhor meio para reduzi-las.