Fannie Mae vai reduzir remuneração variável de executivos

Saindo de um escândalo contábil e pressionada por autoridades, a empresa americana de hipotecas já havia cortado no ano passado 45% dos bônus

A empresa americana de hipotecas Fannie Mae vai reduzir os bônus para executivos e cortar as opções de ações (stock options) em 2005. A medida, informa The Wall Street Journal, é resposta a pressões de críticos e de órgãos reguladores. A empresa informou à Securities and Exchange Commission (SEC, o órgão do governo americano que controla o mercado de capitais) que o total de compensações para executivos pagos no ano passado caiu 45% na comparação com 2003 (leia reportagem de EXAME sobre as mudanças na política de remuneração dos altos executivos).

A direção da Mae, no esforço de reorganizar a casa depois de um escândalo contábil, afirma que em 2005 o pagamento de benefícios será baseado no alcance de objetivos. As metas relacionam-se à oferta de financiamento para compradores de baixa renda, implantação de mudanças contábeis e operacionais exigidas pelos reguladores e até mesmo “mudança da cultura corporativa” (leia artigo sobre o assunto).

No passado recente, explica The Wall Street Journal, o pagamento de incentivos era baseado no cumprimento de metas de lucro. Mas a companhia pode não conseguir registrar ganhos nos próximos dois anos, em função das complicações para revisar suas práticas contábeis. A agência federal americana responsável pelo monitoramento da Fannie Mae (Office of Federal Housing Enterprise Oversight) qualificou recentemente o antigo sistema de remuneração da empresa bônus baseados em ganhos por ação como uma “métrica sujeita a manipulação”.