Explosão mata seis policiais no Egito

Segundo autoridades, o ataque segue as características das ações de um grupo local inspirado na Al Qaeda

El-Arish – Uma explosão matou seis policiais egípcios na fronteira da cidade de Rafah na península de Sinai nesta terça-feira.

Segundo autoridades, o ataque segue as características das ações de um grupo local inspirado na Al Qaeda.

A bomba estava escondida sob o asfalto de uma rodovia, numa área chamada Wadi Halfa, onde um comboio de policiais e militares passava no começo da manhã.

A explosão destruiu o carro blindado onde estavam os policiais. O objetivo do comboio era encontrar explosivos, mas as autoridades egípcias não deixaram claro se as vítimas estavam fazendo a busca no momento do ataque.

A explosão desta terça-feira é idêntica a ocorrida no dia 2 de setembro, que matou 11 policiais na mesma aérea com uma bomba subterrânea detonada remotamente.

Desde o ano passado os extremistas islâmicos têm intensificado os ataques contra a polícia e o Exército do Egito em retaliação a ação militar que tirou o então presidente Mohammed Morsi do poder em julho de 2013.

O governo do Egito atribui os ataques à Irmandade Muçulmana, mas o grupo nega as acusações.

Um grupo conhecido como Ansar Beit al-Maqdis, inspirado na Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade pela maioria dos principais ataques e alega que está se vingando pela extensa repressão do governo aos partidários islâmicos de Morsi.

A insurgência é mais intensa na península Sinai, região onde atuam o Ansar Beit al-Maqdis e outros grupos extremistas.

Há anos a região norte, na fronteira com Gaza e Israel, é um reduto militante e um canal para o contrabando de armas e outros bens.

Desde a queda e prisão de Morsi, a força militar egípcia lançou uma ofensiva contra os militantes rebeldes.

Na segunda-feira, o Exército disse que suas tropas mataram 56 rebeldes e apreenderam uma grande quantidade de explosivos desde o final de agosto.

Fonte: Associated Press.