Executores de jornalistas não representam o islã, dizem EUA

O secretário de Estado americano afirmou que os jihadistas que decapitaram dois jornalistas americanos não representam o islã

Washington – O secretário de Estado americano, John Kerry, denunciou nesta quarta-feira a decapitação do jornalista Steven Sotloff como um ato de “selvageria medieval”, e afirmou que os jihadistas que o mataram não representam o islã.

“A verdadeira face do Islã não é o que vimos ontem, quando o mundo testemunhou novamente a brutalidade incomensurável dos assassinos terroristas do EI”, afirmou Kerry em uma cerimônia em homenagem ao novo enviado especial dos Estados Unidos às comunidades muçulmanas, Shaarik Zafar.

O chefe da diplomacia americana classificou Sotloff, de 31 anos, de jornalista determinado e corajoso, que foi assassinado por “covarde escondido por trás de uma máscara” dos militantes do Estado Islámico (EI).

Kerry enfatizou que “a face do Islã não é a dos açougueiros que mataram Steven Sotloff. Isso é o EI. A face do Islã não é a dos nihilistas que só sabem destruir e não construir. Não é a de covardes mascarados, cujas ações são um feio insulto a uma religião pacífica, que a cada dia profanam cm suas barbaridades”.

“A verdadeira face do Islã é a de uma religião pacífica, baseada na dignidade de todos os seres humanos”, acrescentou.

Mais cedo, Kerry afirmou que o governo dos Estados Unidos vai punir aqueles que mataram os jornalistas James Foley e Steven Sotloff.

Os dois repórteres foram decapitados por jihadistas do grupo extremista Estado Islâmico e as mortes foram divulgadas em vídeos divulgados na internet.

“Quando em qualquer parte do mundo terroristas assassinam nossos cidadãos, o governo dos Estados Unidos faz com que prestem contas, tomando o tempo que for necessário. Aqueles que assassinaram James Foley e Steven Sotloff na Síria deveriam saber que os Estados Unidos também farão com que prestem contas, não importa o tempo que levar”, afirmou um comunicado do chefe da diplomacia americana.

Kerry chamou a execução de Steven Sotloff de “soco no estômago” e uma “selvageria medieval”.

Duas semanas depois da divulgação do vídeo que mostra a decapitação do jornalista americano James Foley, o EI cumpriu a ameaça de matar Steven Sotloff.

O jornalista de 31 anos havia sido sequestrado em agosto de 2013 na Síria.