Ex-juiz Baltasar Garzón abre escritório de advocacia em Madri

O magistrado foi condenado a 11 anos de inabilitação em fevereiro por causa de seu envolvimento em um caso de escutas ilegais

Madri – O ex-juiz da Audiência Nacional espanhola Baltasar Garzón, que foi condenado a 11 anos de inabilitação em fevereiro por causa de seu envolvimento em um caso de escutas ilegais, vai abrir seu próprio escritório de advocacia em Madri.

Reconhecido por ter ordenado a prisão de Augusto Pinochet em 1998, Garzón teria articulado a escuta das conversas entre os principais acusados do chamado caso Gürtel e seus advogados. Os presos em questão eram suspeitos de terem repassado milhões aos dirigentes do governista Partido Popular para obtenção de contratos.

Após ser impedido de exercer o cargo de juiz até 2022, Garzón se tornou o único sócio e administrador do escritório Ilocad S.L., que começou suas operações no último 1º de junho com um capital de 3 mil euros, como foi publicado no Diário Oficial do Registro Mercantil.

Nesta semana, Garzón se encontra na Colômbia, acompanhando a Promotoria deste país em um trabalho para descongestionar os processos judiciais, especialmente, os relacionados com direitos humanos, segundo fontes locais.

Garzón era o juiz mais conhecido da Espanha por sua luta contra o grupo terrorista ETA e, entre outras causas, por perseguir os repressores da ditadura da Argentina e ordenar a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet.