EUA realizam 5 bombardeios no Iraque

Os ataques foram realizados tanto com caças-bombardeiros como com aviões não tripulados (drones

Washington — As forças militares dos Estados Unidos deram continuidade neste sábado aos seus ataques aéreos contra posições do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) nas proximidades da cidade de Mossul, no norte do Iraque, com cinco novos bombardeios.

Segundo indicou o Comando Central americano em comunicado, os ataques foram realizados tanto com caças-bombardeiros como com aviões não tripulados (drones), que destruíram um veículo armado, posições de combate do EI, armas e provocaram ‘danos significativos’ em um edifício controlado pelo grupo jihadista.

‘Todas as aeronaves abandonaram as zonas de ataque sem sofrer danos’, acrescentou o Comando Central no boletim.

Desde o último dia 8 de agosto, as forças militares dos Estados Unidos realizaram um total de 115 ataques aéreos no Iraque, dentro da operação que foi autorizada pelo presidente Barack Obama para apoiar às forças iraquianas e curdas na defesa de seu território perante o avanço do EI no norte desse país.

O Iraque, desde junho passado, é palco de um intenso conflito armado com carácter sectário, pela ofensiva lançada por insurgentes sunitas liderados pelo grupo jihadista no norte do país.

O EI efetuou rápidas conquistas e, no final desse mês, declarou um califado islâmico nos territórios dominados entra a Síria e o Iraque.

Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de também atacar as posições do EI em solo sírio, com o objetivo frear seus avanços de maneira mais efetiva, mas insistem que a solução do problema passa por uma estratégia de integração regional para combater os grupos mais extremistas.

O Pentágono informou que o custa desta campanha gira em torno de US$ 7,5 milhões diários.

Espera-se que Obama aborde o avanço dos jidadistas do EI no Iraque e Síria e busque apoios a sua estratégia de combatê-los entre seus parceiros da Otan na cúpula que será realizada na próxima quinta e sexta-feira no País de Gales (Reino Unido). EFE