EUA: proibição barrada; Fillon segue…

Imigrantes: imbróglio judicial 

O governo do presidente americano, Donald Trump, tem até o fim do dia para justificar a proibição da entrada de imigrantes de sete países árabes, após um juiz federal de Seattle derrubar o decreto na sexta-feira 3. Independentemente da justificativa da Casa Branca para o decreto, é possível que o caso chegue à Suprema Corte americana. Com o bloqueio temporário concedido pelo juiz de Seattle, imigrantes que outrora estavam proibidos de embarcar para os Estados Unidos podem novamente entrar no país até que uma decisão judicial seja tomada.

Se é negativo, é falso

Em uma série de tuítes na manhã desta segunda-feira, Trump voltou a criticar os veículos de imprensa, por conta de uma pesquisa da rede de televisão CNN mostrando que o republicano tinha a pior taxa de aprovação de um novo presidente — apenas 53%. “Qualquer pesquisa negativa é notícia falsa, assim como as pesquisas de CNN, ABC e NBC nas eleições”, disse.

Putin vs. Fox News

O governo da Rússia afirmou que deseja receber um pedido de desculpas do canal de TV americano Fox News, após o apresentador Bill O’Reilly se referir ao presidente russo, Vladimir Putin, como “assassino”. Ao entrevistar o presidente Donald Trump, O’Reilly usou o termo para perguntar ao republicano porque ele defendia Putin mesmo diante das controvérsias envolvendo o mandatário russo. O Kremlin classificou as declarações do jornalista da Fox como “insultos” e “inaceitáveis”.

Fillon na disputa

O candidato conservador à Presidência da França, François Fillon afirmou que “segue de pé”. Fillon é acusado de usar verbas de seu gabinete para pagar serviços feitos por sua mulher, Penelope, e por seus dois filhos, Charles e Marie, mas ele afirma ser vítima de acusações infundadas e disse que “nada o desviará da eleição presidencial”. Ainda não foram encontrados indícios que provem as acusações, mas o caso já fez Fillon cair nas pesquisas: as mais recentes o colocam em segundo lugar, empatado com o novato Emmanuel Macron, com 20% dos votos, e atrás da ultradireitista Marine Le Pen, que lidera com 24%.

Facebook e Google: contra notícias falsas

Para evitar que as eleições francesas sejam marcadas pela onda de informações falsas que foram presença constante na campanha presidencial americana, as empresas de tecnologia Google e Facebook anunciaram nesta segunda-feira que vão se unir a oito agências de notícias do país. A ideia é que os usuários relatem às empresas os conteúdos considerados duvidosos, de modo que possam ser averiguados e, possivelmente, retirados dos buscadores.

Polônia vetada?

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, afirmou que poderá retirar o direito de voto da Polônia nas decisões da União Europeia após Jaroslaw Kaczynski, líder do partido Lei e Justiça (PiS), afirmar a um jornal alemão que a UE serve apenas aos interesses da Alemanha. O polonês disse ainda que concorda com as posições do presidente americano, Donald Trump. Katainen afirmou que é preciso “seguir os valores básicos com base nos quais a União Europeia e a Europa foram construídas”. A chanceler alemã, Angela Merkel, vai se encontrar com líderes poloneses em Varsóvia na terça-feira 7.

Parlamento britânico: fora, Trump

Convidado a visitar o Reino Unido pela rainha Elizabeth II, Donald Trump não será bem-vindo no Parlamento britânico. O presidente da Câmara dos Comuns — o análogo à Câmara dos Deputados — , John Bercow, anunciou que o Parlamento se opõe à proibição de entrada de imigrantes árabes nos Estados Unidos, e que a Casa é “contra o racismo e o sexismo” e “apoia a igualdade”. Bercow também recomendou que a premiê britânica, Theresa May, cancele o convite ao presidente americano.

Pesquisa: apoio ao Brexit

Mais de seis meses depois de votarem a favor do Brexit — saída do Reino Unido da União Europeia —, a maioria dos britânicos (53%) concorda com as preparações do governo para a retirada, segundo um levantamento da instituição de pesquisas ORB, que ouviu mais de 2.000 pessoas. São 15 pontos a mais de aprovação do que na última pesquisa, feita no mês passado. Uma lei para iniciar os trâmites do Brexit corre no Parlamento e, num recado claro aos parlamentares, a premiê Theresa May disse, nesta segunda-feira, que o Legislativo não deve “obstruir o desejo expressado democraticamente pelos britânicos”.

China reclama

A China protocolou uma reclamação com os Estados Unidos acerca das sanções americanas contra o Irã. Entre os 25 alvos das sanções, anunciadas na sexta-feira 3, estão duas companhias e três indivíduos chineses. Um porta-voz do governo chinês afirmou que as medidas “não ajudam” a promover confiança mútua.

Clima esquenta em Israel

O Parlamento de Israel está perto de aprovar uma lei que legaliza os controversos assentamentos israelenses em território palestino. Favorável à medida, o premiê Benjamin Netanyahu, que visitou o Reino Unido nesta segunda-feira e estava a caminho dos Estados Unidos, voltou para Israel a fim de participar da discussão. O enviado da ONU para a paz no Oriente Médio disse que, se aprovada, a lei “diminuirá enormemente as perspectivas de paz” entre árabes e israelenses.

Disney: Iger continua

A aposentadoria do presidente da companhia de entretenimento Walt Disney, Bob Iger, pode ser adiada para junho de 2018. Segundo o jornal The Wall Street Journal, a empresa ainda não conseguiu encontrar um substituto e convenceu o executivo, que está no comando desde 2005, a estender o contrato. A Disney já adiou a aposentadoria de Iger duas vezes: uma em 2014 e outra em 2015. Por trabalhar em 2016, o presidente recebeu uma compensação de 43,9 milhões de dólares. O conselho da Disney se reúne em março, quando deve tomar uma decisão sobre seu sucessor.