EUA pedem colaboração da Otan com países do Golfo Pérsico

Secretário de Estado também abordou com os ministros as crises na Líbia e Síria, assim como o drama migratório no Mediterrâneo

Antalya – O secretário de Estado americano, John Kerry, assegurou nesta quarta-feira em reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan que é necessária mais colaboração entre os países do Golfo Pérsico e seu país e outros parceiros internacionais, a fim de combater o terrorismo.

“Todos os Estados-membros acreditam firmemente que definir um acordo de defesa mais claro entre o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), outros países amigos e os Estados Unidos é crítico para combater o terrorismo”, indicou após um café da manhã informal com seus colegas aliados.

Kerry participou assim da reunião de dois dias iniciada hoje pelos titulares das Relações Exteriores da Aliança Atlântica em Antalya (sul da Turquia), antes de viajar outra vez aos EUA onde hoje e amanhã será realizada uma cúpula de líderes do Golfo Pérsico em Washington e Camp David (Maryland).

Os ministros da Otan tinham previsto almoçar hoje em Antalya com representantes do CCG e de outras organizações regionais como a Liga Árabe e a União Africana, mas finalmente esse ato foi cancelado por “questões de logística”, confirmou à Agência Efe uma porta-voz aliada.

Kerry também abordou com os ministros as crises na Líbia e Síria, assim como o drama migratório no Mediterrâneo, e comentou que a Otan “tem a responsabilidade de trabalhar em todos e cada um desses desafios”.

“Os Estados Unidos apoiam firmemente os compromissos da (cúpula da Otan de setembro em) Gales, em particular o papel da Otan no flanco sul”, comentou.

Por sua vez, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, lembrou que a Otan recebeu um pedido do governo do Iraque para ajudar a reforçar suas capacidades de defesa para combater com mais garantias o grupo terrorista Estado Islâmico, um projeto no qual já trabalham os aliados.

Stoltenberg confirmou que a Aliança tem a mesma perspectiva de ajudar a Líbia para melhorar suas capacidades de defesa, embora a Otan já tenha deixado claro que tal ação só poderá ser possível quando houver as condições de segurança apropriadas no país, que atualmente não conta com um governo de unidade e está imerso em lutas entre facções.

Kerry também informou a seus colegas aliados sobre as conversas relacionadas com o programa nuclear iraniano, e assegurou que continuam os trabalhos “para assegurar o bom acordo” para que Teerã renuncie ao desenvolvimento de armas atômicas.

“Todo o mundo tem confiança de que seja uma negociação bem-sucedida e que leve a uma transformação na região”, indicou.