EUA: Obama venceu com 59,7 milhões de votos

Com 94,6% dos votos populares para delegados do Colégio Eleitoral apurados e totalizados nesta quarta-feira, Obama tinha 303 votos no Colégio Eleitoral, e precisava de 270

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi reeleito para um segundo mandato e governará os EUA até 2017. Obama, 44º presidente dos EUA, facilmente superou os 270 votos necessários para ser eleito presidente no Colégio Eleitoral. Com 94,6% dos votos populares para delegados do Colégio Eleitoral apurados e totalizados nesta quarta-feira, Obama tinha 303 votos no Colégio Eleitoral, enquanto seu rival republicano Mitt Romney tinha 206. Faltavam os 29 votos do Estado da Flórida no Colégio, cujos sufrágios estavam sob recontagem no final da tarde desta quarta-feira. Os 29 votos, contudo, não alterarão a matemática que deu vitória a Obama. O presidente recebeu 59,7 milhões de votos populares (50%), enquanto Romney recebeu 57 milhões (48%). Obama venceu em vários dos chamados swing-states (Estados sem preferência democrata ou republicana) como Ohio, Virgínia e Colorado. Obama também reafirmou a vantagem democrata em Estados como Pensilvânia e Michigan.

Romney reconheceu a derrota e desejou um bom governo a Obama. Os democratas conseguiram manter também sua vantagem no Senado, de 52 cadeiras (mais dois independentes, que costumam votar com a maioria) em 100, mas os republicanos ficaram com o controle da Câmara dos Representantes (deputados federais) e tinham, segundo contagem parcial nesta quarta-feira, 232 das 435 cadeiras. Os democratas conquistaram 191 cadeiras. Atualmente, os republicanos controlam a Câmara com 240 cadeiras e os democratas têm 190, enquanto cinco estão vagas. Até o final da tarde de hoje, tinham sido apurados 97% dos votos para senadores e representantes.


Os resultados nesta quarta-feira mostram que Obama enfrentará o mesmo Congresso dividido em 2013. Os republicanos tiveram uma derrota no Senado, no qual poderiam retomar o controle dos democratas, que tinham mais cadeiras a defender. Os democratas conseguiram manter a maioria de 52 das 100 cadeiras. Candidatos republicanos no Missouri e Indiana – ambos Estados onde Romney venceu as eleições – foram derrotados após terem feito comentários desastrosos sobre estupro e aborto. Os republicanos conseguiram conquistar apenas uma cadeira no Senado que era dos democratas, a do Estado do Nebraska. Os democratas reelegeram senadores do Wisconsin, Virginia, Connecticut, Missouri, Ohio, Pensilvânia, Novo México, Montana e Flórida.

Até em dois Estados conservadores do oeste, Montana e Dakota do Norte, onde Romney venceu, os democratas capturaram as duas vagas no Senado que estavam em disputa. Em Montana, o senador democrata Jon Tester foi reeleito, vencendo o representante republicano Denny Rehberg. Já em Dakota do Norte, a democrata Heidi Heitkamp derrotou o congressista republicano Rick Berg.

No Wisconsin, os democratas conseguiram reeleger senadora Tammy Baldwin, primeira senadora abertamente homossexual. Baldwin, contudo, não se elegeu com uma plataforma de defesa dos direitos gays, mas ao prometer lutar pela classe média do Wisconsin.

Mais de US$ 2 bilhões foram gastos na campanha eleitoral para o Congresso em 2012. Na Câmara, todas as 435 cadeiras foram renovadas e os republicanos mantiveram o controle, embora os democratas tenham obtido alguns ganhos.

O líder da Câmara, o republicano John Boehner, que conseguiu manter seu emprego, se ofereceu para trabalhar com qualquer vencedor, democrata ou republicano. “O povo americano quer soluções e nesta noite, ele respondeu ao renovar a nossa maioria” disse Boehner. Mas o republicano também afirmou que não existe nenhuma margem de manobra para aumento de impostos. Obama propôs o aumento de impostos para pessoas que ganham mais de US$ 250 mil por ano.

O controle do Senado, contudo, deverá manter para Obama uma barreira contra as tentativas dos republicanos de derrubarem seu maior feito – a reforma do sistema de saúde, o chamado “Obamacare”, que obriga cada cidadão a ter cobertura de um seguro de saúde. Mais de 40 milhões de norte-americanos não têm e a reforma, já aprovada no Congresso, embora contestada pelos republicanos na Suprema Corte, deverá ser totalmente implementada até 2014.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.