EUA, França e Reino Unido anunciam ajuda para oposição síria

Países anunciaram para a oposição moderada para o combate contra o Estado Islâmico e para evitar a pressão de Assad

Nações Unidas – Estados Unidos, França e Reino Unido anunciaram nesta quarta-feira novas ajudas para a oposição moderada da Síria para o combate contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) e para evitar a pressão militar do regime de Bashar al Assad.

O anúncio foi feito durante uma reunião ministerial de países que apoiam a Coalizão Nacional Síria (CNFROS) realizada em paralelo com a Assembleia Geral da ONU.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, adiantou que seu país facilitará mais US$ 40 milhões para a oposição moderada, 15 deles destinados a custear suas atividades militares e 25 para o âmbito civil, a fim de permitir que a CNFROS construa capacidades de governo.

Seu colega britânico, Philip Hammond, anunciou uma nova ajuda de 16 milhões de libras (US$ 26 milhões), além das 30 milhões de libras (US$ 49 milhões) que já foram facilitadas ao longo do ano.

O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, por sua vez, adiantou que seu governo aumentará seu apoio para a oposição democrática e reafirmou seu respaldo a esse grupo em sua luta contra o regime sírio e contra os extremistas.

No encontro, do qual também participaram um bom número de países árabes, se repetiram as mensagens de apoio à CNFROS e contra a possibilidade de uma ascensão de Assad em alternativa ao Estado Islâmico.

‘Assad quer que acreditemos que os sírios só têm duas opções’, advertiu Kerry, que defendeu que a ‘alternativa mais viável ao extremismo não é a do ditador que atraiu os extremistas’, mas a da ‘oposição moderada’.

Os ministros também enfatizaram a necessidade de aumentar o apoio humanitário à população síria e de apoiar os países que receberam a maior parte dos refugiados.

Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank Walter Steinmeier, disse que seu país acolherá uma conferência no dia 28 de outubro para obter ajuda para esses Estados. EFE