EUA e a Síria, Michelle ataca Trump…

A um passo da intervenção

O presidente Barack Obama se encontrará com sua equipe na sexta-feira 14 para discutir opções militares na Síria, à medida que, com o apoio da Rússia, o presidente Bashar al-Assad segue atacando áreas controladas por opositores. As opções americanas para intervir no país podem ir de bombardeios aéreos ao fornecimento de armas mais sofisticadas aos rebeldes. Nesta quinta-feira, os Estados Unidos também se envolveram em outro conflito no Oriente Médio: os americanos lançaram bombas contra os rebeldes houthi no Iêmen, em resposta a foguetes atirados contra um navio americano no Mar Vermelho, durante o fim de semana. No Iêmen, EUA e Arábia Saudita apoiam o governo local contra os houthi, mas os americanos nunca haviam participado diretamente da guerra.

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A paz de Trump

Diante dos embates entre Estados Unidos e Rússia sobre a situação na Síria, um político russo, Vladimir Zhironovsky, afirmou que, ao escolherem o republicano Donald Trump para presidente americano, os eleitores estariam “votando pela paz no planeta Terra”. Por outro lado, com uma possível eleição da democrata Hillary Clinton, Zhironovsky acredita que haverão “Hiroshimas e Nagasakis por todo lado”. Neste ano, Trump já chegou a elogiar o presidente russo, Vladimir Putin, além de não ter condenado a invasão a computadores de instituições americanas por hackers russos.

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Acusações fabricadas

Apesar do desejo de Zhironovsky, a corrida à Casa Branca não anda fácil para Donald Trump. Após aparecer em um vídeo de 2005 fazendo comentários machistas, o magnata foi acusado de assédio por mais duas mulheres. Nesta quinta-feira, Trump se defendeu afirmando que as acusações são “fabricadas” e “pura ficção”. Em campanha para Hillary Clinton no estado de New Hampshire, a primeira-dama Michelle Obama discursou criticando o caso, e disse não acreditar “que um candidato a presidente dos Estados Unidos tenha se gabado de assediar mulheres sexualmente”.

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Fed: importância da imigração

Um alto oficial do Fed, banco central dos Estados Unidos, fez uma fala completamente pró-imigrantes nesta quinta-feira. Patrick Harker, diretor do Fed da Filadélfia, afirmou que a imigração pode ser fonte de “intenso” crescimento econômico, e que há pouca evidência para provar que os estrangeiros fazem cidadãos estadunidenses perderem seus empregos – um dos principais argumentos da campanha do republicano Donald Trump. Sem citar Trump, Harker lembrou ainda que as ondas de imigração ao longo da história do país “trouxeram novas ideias” e “aumentaram a força de trabalho”.

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Duterte ataca novamente

Em mais um episódio de seu bate-boca com Barack Obama, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, chamou o líder americano, a ONU e a União Europeia de “bobos” e os desafiou a provar que seu governo de fato matou pessoas ilegalmente. Durante a reunião do G20, em setembro, o filipino causou polêmica ao chamar Obama de “filho da p%$#”. Eleito presidente em maio, Duterte preocupa organizações de direitos humanos por sua política de guerra às drogas – estima-se que a polícia local já tenha assassinado mais de 1.500 pessoas por envolvimento com narcóticos.

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Dylan vence Nobel

Aos 75 anos, o cantor Bob Dylan foi anunciado vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Para os jurados, Dylan – cujo nome verdadeiro é Robert Allen Zimmerman – foi o criador de “uma nova expressão poética dentro da grande tradição norte-americana da canção”. O cantor é mais um dentre os 27 vencedores do prêmio de Literatura com obra em língua inglesa, ante 14 que criavam em francês, 13 em alemão e 11 em espanhol. Até hoje, o único autor lusófono premiado foi o escritor José Saramago, em 1998.

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Verizon desiste do Yahoo?

A empresa de telecomunicações Verizon pode renegociar ou até mesmo desistir da compra da fornecedora de serviços online Yahoo, diante das polêmicas envolvendo o vazamento de dados de 500 milhões de usuários da empresa. Segundo Craig Silliman, diretor jurídico da Verizon, há uma “base razoável” para acreditar que a divulgação das brechas de segurança tiveram impacto material. A compra da Yahoo foi confirmada em julho por 4,8 bilhões de dólares.