EUA dizem que vão impedir avanço do ebola no país

Para diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, é necessário divulgar máximo de informação de mecanismos de contágio e a resposta federal

Washington – Tentando tranquilizar a população do país diante do primeiro caso confirmado de ebola no país, o governo americano anunciou nesta sexta-feira que conta com a infraestrutura necessária para “conter os passos” da doença.

“A situação na África Ocidental foi muito difícil em parte pela falta de um sistema de saúde com a preparação adequada”, afirmou o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas nos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), Anthony S. Fauci.

“Mas, nos Estados Unidos, nossa infraestrutura de saúde está bem equipada para deter os passos do ebola”, declarou Fauci em entrevista coletiva na Casa Branca.

O diretor disse que é necessário “divulgar o máximo de informação” sobre os mecanismos de contágio do ebola e a resposta federal, “porque há muito medo” entre a população desde que, nesta semana, foi informado sobre o caso de Thomas Duncan, primeiro paciente a ser diagnosticado com ebola dentro dos EUA, em Dallas.

“Reconhecemos a preocupação que, inclusive, um único caso de ebola cria em nosso território. Mas temos o sistema de saúde e as provisões necessárias para conter isso”, disse, por sua vez, a secretária de Saúde dos EUA, Sylvia Burwell, na entrevista coletiva.

A assessora do presidente Barack Obama para segurança nacional e luta contra o terrorismo, Lisa Monaco, repetiu o tom ao afirmar que os Estados Unidos “têm a infraestrutura mais capaz e os melhores médicos do mundo, sem comparação”.

“Os Estados Unidos estão preparado para lidar com isso. Até agora, todos os surtos de ebola na história foram controlados. Sabemos como fazer isso e voltaremos a fazê-lo. O presidente Obama tem certeza que vamos detê-lo”, ressaltou Monaco.

A assessora destacou a importância de conter também a expansão do ebola na África Ocidental, pouco depois de o Pentágono informar que pode enviar até 4.000 militares à região, mil a mais do que o previsto inicialmente, dentro de sua operação para combater a epidemia.

“A forma mais eficaz de controlar isso é prevenir que os indivíduos que têm sintomas entrem em um avião”, afirmou.

No entanto, os EUA não cogitam “por enquanto” impor uma proibição de entrada ao país de viajantes procedentes das nações da África Ocidental mais afetadas pelo vírus, disse hoje o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.