EUA;deve sentir;a pressão do petróleo acima de US$ 50

<I>Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal quantificaram o impacto das cotações entre US$ 50 e US$ 59 em 0,5 ponto percentual de perda para o PIB americano</I>

A mudança de patamar das cotações do petróleo para além dos 50 dólares o barril pode significar o marco a partir do qual o impacto sobre o crescimento da economia americana será mais evidente. Uma enquete realizada pelo jornal americano The Wall Street Journal com 54 economistas trouxe a perspectiva de que uma estabilização dos preços na faixa entre 50 e 59 dólares o barril do óleo bruto durante um trimestre completo forçaria uma queda de meio ponto percentual nas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os economistas também dizem que, na pior das hipóteses, uma alta sustentada das cotações do petróleo para algo entre 60 e 69 dólares derrubaria o crescimento do PIB em quase um ponto percentual.

“Os custos crescentes de petróleo e energia e seus efeitos negativos sobre o crescimento econômico, inflação e lucros constituem o maior risco para a economia desde o estouro da bolha do mercado acionário em 2000-2001”, diz ao The Wall Street Journal o economista Allen Sinai, da consultoria Decision Economics, de Nova York. “Os custos de energia mais altos estão aqui para ficar”, diz.

Até o momento, repara o jornal, a mudança das cotações não tem durado o suficiente para que a revisão das projeções tome corpo. Assim, a enquete de outubro chega a registrar uma melhora nas previsões dos consultados para o crescimento anualizado da economia americana, de 3,6% no mês anterior para 4%, agora. Isso reforça a expectativa dos analistas de que os preços futuros, livres de influências especulativas, voltem ao intervalo de 40 a 45 dólares, considerado por eles um “patamar mais sustentável”.

A reportagem também repete que, ainda que nominalmente altos, os preços estão longe dos níveis do início da década de 80, corrigidos pela inflação, quanto bateram em 80 dólares o barril.