EUA avaliam “efeito Trump” em etapa de primárias para pleito legislativo

arte dos Estados Unidos terá nesta terça-feira uma das várias etapas de eleições primárias visando o pleito legislativo de novembro no país

Washington – Parte dos Estados Unidos terá nesta terça-feira uma das várias etapas de eleições primárias visando o pleito legislativo de novembro no país e que também servirá como termômetro do impacto da primeira metade do mandato de Donald Trump como presidente.

Os estados que terão votação amanhã são os de Connecticut, Minnesota, Vermont e Wisconsin. Neste último, estará em jogo a cadeira do atual presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, que não disputará a reeleição, apesar de ser um astro em ascensão no Partido Republicano.

Membro da equipe de Ryan no Congresso, o professor universitário Bryan Steil recebeu a bênção de seu mentor e será o candidato republicano à vaga. Nas primárias de amanhã, será definido com quem do lado democrata ele concorrerá: o metalúrgico Randy Bryce ou Cathy Myers, uma das diretoras de educação do distrito de Janesville.

Também por Wisconsin, mas na disputa pelo Senado, Leah Vukmir e Kevin Nicholson, de perfis opostos, disputam a nomeação republicana para concorrer com a senadora democrata Tammy Baldwin pelo posto atualmente ocupado por ela.

O duelo entre os conservadores é peculiar por mostrar, de certa forma, como anda a aprovação republicana no estado em relação a Trump, já que Vukmir se distanciou do presidente e chegou a considerá-lo “ofensivo” para os americanos, enquanto Nicholson, veterano de guerra, se alinhou mais ao governante.

Vukmir é a favorita do aparelho do partido, e Nicholson se descreve como um “outsider”. Entretanto, apesar de estarem em evidência devido às primárias, parece difícil que um deles supere Baldwin nas eleições de novembro, como mostram as últimas pesquisas.

Minnesota é o estado onde as candidaturas a mais postos estarão em jogo nesta terça-feira, com primárias abertas ao governo estadual, a duas vagas no Senado e a três na Câmara.

O ex-governador Tim Pawlenty, que deixou o cargo em 2011, é favorito para ganhar as primárias republicanas, mas o candidato do partido em 2014, Jeff Johnson, é um forte oponente.

Cientes da popularidade de Trump entre os eleitores republicanos, os dois estão tentando justificar comentários que fizeram sobre o atual governante no passado: Pawlenty o chamou de “desordenado e deficiente”, e Johnson, de “idiota”.

A congressista estadual Ilhan Omar e a ex-presidente da câmara do estado Margaret Anderson Kelliher são consideradas as candidatas democratas mais fortes por uma vaga do distrito de Minneapolis à Câmara dos Representantes.

Omar, de origem somali, pode se tornar uma das primeiras mulheres muçulmanas a chegar ao Congresso americano junto com Rashida Tlaib, que ganhou a primária da qual participou em Michigan na semana passada.

Em Vermont, o senador independente e ex-candidato à presidência em 2016 pelo Partido Democrata, Bernie Sanders, concorre à reeleição e não deve ter problemas para vencer.

Sanders é o legislador que por mais tempo manteve um assento independente no Congresso, e embora tenha aceitado o apoio democrata nestas eleições, o mais provável é que continue a se apresentar no Capitólio como fora das estruturas dos dois grandes partidos.

A batalha mais destacada em Connecticut será pelo governo estadual, após a saída do democrata Dan Malloy, que completou oito anos de mandato e se aposentará em um momento de profunda impopularidade.

Com isso, o republicano Mark Boughton, prefeito de Danbury e que recebeu aval de seu partido, alimenta esperanças de chegar ao poder em um estado que tradicionalmente elege representantes do Partido Democrata. Amanhã será definido quem concorrerá por esta legenda contra o candidato conservador: ou o prefeito de Bridgeport, Joe Ganim, ou o empresário Ned Lamont.