Estes são os países que mais detestam os Estados Unidos

83% dos jordanianos se manifestaram negativamente sobre os EUA. Contudo, quando o tema é o Estado Islâmico, 77% da população apoia a estratégia dos americanos

São Paulo – Uma nova pesquisa mostra que, no geral, a imagem dos Estados Unidos perante o mundo é positiva. Há, contudo, um punhado de países que detestam o país liderado pelo presidente Barack Obama. A não ser que o assunto seja a atuação dos americanos no combate aos avanços do Estado Islâmico (EI).

Intitulada “America’s Global Image”, a pesquisa é produzida pelo Pew Research Center, uma organização independente que é formada por especialistas de diferentes áreas que se dedicam ao estudo dos acontecimentos políticos, sociais e econômicos, e faz parte um estudo global que teve como objetivo avaliar o grau de apoio do governo americano em 39 países.

De acordo com os resultados obtidos pela organização, 69% dos países pesquisados têm uma opinião favorável em relação aos Estados Unidos, enquanto que 24% enxergam o país de forma desfavorável.

E o local que mais detesta os ianques é a Jordânia. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados no país expressaram sentimentos negativos, enquanto que apenas 14% enxergam coisas boas nos EUA.

Em segundo lugar está a Rússia, onde 81% da população se manifestou contra o país e, em seguida, na terceira posição e com 70% de opiniões negativas, estão as pessoas que vivem nos territórios palestinos. Em quarto e com 62%, estão os paquistaneses e, em quinto, com 60%, os libaneses.

EUA x EI

Quando o assunto é a atuação dos Estados Unidos em relação às ameaças do grupo Estado Islâmico (EI), contudo, este quadro muda de figura.

Na Jordânia, um dos países que fazem fronteira com a Síria e o Iraque e que, portanto, está exposto ao problema, 77% das pessoas disseram apoiar a liderança americana na coalizão que vem bombardeando posições dos jihadistas.

A população dos territórios palestinos e os libaneses seguem esta linha. Entre os palestinos, 53% se manifestou a favor, enquanto que no Líbano, que assim como a Jordânia também está vulnerável ao EI, esta percentagem sobe para 78%.

Já na Rússia, que está a milhares de quilômetros de distância deste problema, só 14% da população declarou ser favorável às ações americanas contra os extremistas.