Estes são os melhores países do mundo para mulheres em 2017

Estudo sobre igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial revela os países que oferecem as melhores condições de vida para as mulheres. Veja o resultado

São Paulo – 2017, o ano em que o mundo andou para trás na busca por igualdade entre homens e mulheres. Enquanto em 2016 a lacuna que separa os gêneros estava 68,3% mais fechada, neste ano está em 68%.

É a primeira vez em uma década que tal deterioração acontece, notou o Global Gender Gap Report 2017, relatório anual produzido pelo Fórum Econômico Mundial. O estudo traz o panorama da igualdade, ou melhor, a falta dela, entre homens e mulheres em 144 países e foi divulgado na madrugada do dia 2 de novembro.

A pesquisa avalia a situação com base em quatro pilares: Participação Econômica e Oportunidade, Acesso à Educação, Saúde e Sobrevivência e Empoderamento Político. E são justamente os dois primeiros os “vilões” do ano.

Globalmente, apenas 58% da brecha está fechada do ponto de vista econômico, que inclui, por exemplo, igualdade salarial, e apenas 23% quando se olha para a participação política das mulheres. O panorama é melhor na educação e na saúde. Segundo a análise, os 144 países avaliados fecharam pouco mais de 95% da lacuna na educação e 96% na saúde.

Com base na investigação dessas categorias, o estudo compõe um ranking que permite observar quais países oferecem as melhores condições de vida para as mulheres e quais oferecem as piores. Quanto mais próxima de 1 for a pontuação de um país, seja na análise geral ou em um pilar específicos, mais próximo da igualdade ele estará.

O topo do ranking dos melhores países para mulheres pouco mudou de 2016 para 2017. Vale notar que esses locais, embora ocupem as primeiras colocações, não atingiram a igualdade social plena. Veja abaixo:

Melhores países para mulheres

Pela 9ª vez consecutiva, a Islândia é o que oferece as melhores oportunidades de vida para mulheres. Ainda assim, o país fechou completamente a lacuna em apenas uma categoria: empoderamento político. Em Participação Econômica e Oportunidade, Acesso à Educação, Saúde e Sobrevivência, está em 14º, 57º e 114º, respectivamente.

Em segundo, está a Noruega, que em 2016 aparecia em terceiro. O país nórdico não atingiu a igualdade em nenhum dos indicadores avaliados, embora tenha pontuado o suficiente para chegar à vice-liderança do ranking.

Imediatamente depois, aparecem Finlândia e Ruanda, respectivamente e com pontuações muito próximas. Interessante notar que, enquanto o país escandinavo fechou a lacuna no acesso à educação, não o fez na saúde, algo que o país africano conseguiu conquistar. Nestes indicadores, os finlandeses aparecem em 1º e 46º e a população de Ruanda está em 113º e 1º.

Nas posições seguintes, a maioria dos países fechou lacunas em diferentes categorias: A Nicarágua e Eslovênia o fizeram em Saúde e Sobrevivência; Irlanda, Filipinas e, novamente, a Eslovênia também conseguiram a igualdade plena em Acesso à Educação. Apenas a Suécia e a Nova Zelândia não atingiram esse objetivo em nenhuma das categorias.

Comentários

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  1. Gabriela do céu! que indicadores sao esses?

    Colocar Noruega e Suécia numa posiçao de destaque? SÒ SE FOREM em aspectos negativo!
    Vejam a situaçao estatistica desses dois países em termos de mulheres vítimas de estupro!

    O EXAAMMMEEE,, que gafe!

    1. Gabriela Ruic

      Oi, Samuel. Tudo bem?

      Os indicadores são compilados pelo Fórum Econômico Mundial e são fruto de uma abrangente pesquisa anual que a entidade conduz globalmente, o Global Gender Gap Report, como explicado logo no início dessa matéria.

      De acordo com esses números, sim, Noruega e Suécia estão entre os melhores países do mundo para mulheres. Nesse ponto, não há qualquer equívoco nos dados apresentados, embora existam, sim, limitações ao estudo.

      Agora, muito interessante pontuar que, embora esses países que ocupam o topo do ranking tenham avançado significativamente rumo à igualdade em alguns indicadores, nenhum deles apresenta uma realidade “ideal” e isso se traduz em nenhum deles atingindo a pontuação máxima, que é 1.

      O chamado “paradoxo nórdico”, que é justamente esse contraste entre as conquistas sociais nesses países e os índices de violência contra a mulher, é algo que definitivamente vale ser investigado em uma matéria a parte e faremos isso. Agradeço, portanto, o seu comentário e desejo um excelente final de semana.

      Abraços.