Essas duas fotos mostram a trajetória da ativista Greta Thunberg

Desde o início de suas greves pelo clima, Greta não está mais sozinha nas manifestações, mas é sem dúvida o rosto mais conhecido

Há pouco mais de um ano, a adolescente Greta Thunberg se sentou do lado de fora do parlamento sueco com um cartaz que dizia “greve escolar pelo clima“. Em seu primeiro dia de protesto, ela estava sozinha. Em uma de suas primeiras postagens no Twitter, ela compartilhou fotos de seu segundo dia de greve.

Desde então, milhões de pessoas se juntaram ao seu movimento em todo o mundo, pedindo medidas mais firmes de governo contra as mudanças climáticas.

Com apenas 16 anos, a ativista sueca falou hoje na abertura da Cúpula do Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em Nova York. O primeiro dia de encontros irá abordar as propostas dos jovens para o futuro do planeta. Ela chegou à cidade após cruzar o oceano Atlântico a bordo de um veleiro, para evitar as emissões de carbono de uma viagem de avião. 

Greta não está mais sozinha em suas manifestações, mas é sem dúvida o rosto mais conhecido. Seus solitários protestos semanais em frente ao parlamento sueco, chamados de Fridays For Future (ou sextas-feiras pelo futuro) a tornaram conhecida em todo o mundo e a levaram à discutir o tema com líderes globais.

Indicada ao Prêmio Nobel da Paz, ela já discursou eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, e no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro.

“Eu nunca poderia ter previsto ou acreditado que isso aconteceria algum dia. E tão rápido, em apenas 15 meses”, disse ela à agência AP. “Acho que se pessoas o suficiente se unirem e se posicionarem por isso, então podemos fazer uma grande diferença, ao colocar pressão sobre as pessoas no poder, para de fato responsabilizá-las e dizer que elas precisam fazer algo agora”, disse.

Na sexta-feira, ela participou de protestos em Nova York ao lado de dezenas de milhares de pessoas. Manifestações em defesa do clima tomaram as ruas em mais de 150 países. No Brasil, mais de 40 cidades realizaram protestos e passeatas. 

As manifestações também reuniram companhias, como as americanas Amazon e Microsoft, e a brasileira Natura, ao lado de outras 150 empresas brasileiras que integram o Sistema B, organização criada para repensar o papel social e ambiental das empresas.