Esquerda mexicana confirma que pedirá anulação das eleições

''Houve falta de transparência antes, durante e depois do processo eleitoral'', disse Camarim Márquez, representante do Partido da Revolução Democrática (PRD)

Cidade do México – Um representante da esquerda mexicana confirmou nesta quinta-feira que estão sendo preparadas provas para contestar as eleições presidenciais de domingo passado e solicitar sua anulação, no dia 12 de julho, perante o máximo tribunal eleitoral.

O anúncio foi feito em declarações à imprensa por Camerino Márquez, representante do Partido da Revolução Democrática (PRD) junto ao Instituto Federal Eleitoral (IFE), na sede do organismo, pouco antes da divulgação dos resultados finais da apuração oficial.

”Houve falta de transparência antes, durante e depois do processo eleitoral, sobretudo no que se refere à propaganda política dissimulada em rádio e televisão a favor do candidato Enrique Peña Nieto”, afirmou Márquez.

Ele destacou que essa impugnação será apresentada no próximo dia 12 ao Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF), máxima autoridade eleitoral do México em matéria eleitoral.

Nessa instância, acrescentou, serão apresentadas provas, incidentes e alegações para demonstrar que houve desigualdade na eleição presidencial do dia 1º de julho.

Márquez também disse que, como parte das provas que serão entregues, figuram as pesquisas de opinião divulgadas em alguns meios de comunicação que indicavam um candidato que ganharia por ampla vantagem, já que isso representou, segundo ele, parcialidade na campanha presidencial.

O candidato presidencial da esquerda nesse pleito, Andrés Manuel López Obrador, já tinha antecipado que a esquerda impugnaria as eleições se fossem confirmados os dados finais dos resultados preliminares divulgados na segunda-feira passada.

Nessa apuração preliminar, exclusivamente com os dados apresentados nas urnas de votação, Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), ficou em primeiro lugar, com 38,14% dos votos, seguido de López Obrador, com 31,64%.

Na apuração oficial, após 98,55% das urnas apuradas, Peña Nieto obtém 38,23% dos votos e López Obrador 31,54%, porcentagens muito parecidas às da contagem preliminar.