Espanha prende mulheres que pretendiam aderir à jihad

Duas mulheres foram detidas quando pretendiam contactar uma rede que as enviaria para integrar o grupo Estado Islâmico

Madri - Duas <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/mulheres">mulheres</a></strong>, uma delas menor de idade, foram detidas na <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/espanha">Espanha</a></strong> quando pretendiam contactar uma rede que supostamente as enviaria para combater com os jihadistas do <strong><a href="http://www.exame.com.br/topicos/ei">Estado Islâmico</a></strong> (EI), anunciou o Ministério do Interior.</p>

Um comunicado cita a primeira detenção na Espanha de mulheres que estavam dispostas a “integrar-se plenamente em células terroristas do autodenominado Estado Islâmico”.

As duas jovens, uma delas identificada como Fauzia Allal Mohamed, de 19 anos, foram detidas na fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Melilla, no norte da África.

“Ambas pretendiam atravessar a fronteira para Marrocos com o objetivo de contactar a rede que as transportaria de forma iminente a uma zona de conflito entre Síria e Iraque”, completa o comunicado do ministério.

“A intenção era integrar-se a alguma das células da organização terrorista do autodenominado Estado Islâmico, liderada por Abu Bakr al-Baghdadi”, completa.

Os jihadistas do EI anunciaram no fim de junho a criação de um “califado islâmico” nas regiões conquistadas pela organização no Iraque e na Síria.

Em uma gravação de áudio divulgada na internet, o EI, que desde então virou apenas “Estado Islâmico”, designou seu líder Abu Bakr al-Baghdadi “califa” e, portanto, “líder dos muçulmanos” em todo o mundo.