Espanha diz que não vai entregar López a autoridades da Venezuela

Líder opositor e família ainda não pediram asilo; Leopoldo López saiu da prisão domiciliar e participou das manifestações na terça-feira, 30

Madri — O governo da Espanha informou nesta quinta-feira, 2, em comunicado, que não tem intenção de entregar o líder opositor Leopoldo López à Justiça da Venezuela após a ordem de prisão decretada pelo Tribunal Supremo do país sul-americano.

No texto, o governo espanhol disse que López, a esposa e a filha do casal, de um ano, estão na residência do embaixador do país europeu em Caracas por vontade própria e como “hóspedes”.

A Espanha pediu ainda que as autoridades venezuelanas respeitem a inviolabilidade da residência do embaixador.

Além disso, o governo espanhol admite na nota oficial que a ordem de prisão foi “um movimento judicial esperado”.

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López, que apoiou na terça-feira uma fracassada tentativa de levante militar contra o governo de Nicolás Maduro, teve revogada a medida de prisão domiciliar que cumpria “por violá-la flagrantemente”, segundo uma nota de imprensa divulgada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

A alta corte alega que o opositor, preso desde 2014 e sentenciado a quase 14 anos, também violou “a medida referente à condição relativa a pronunciamentos políticos por meios (de comunicação) convencionais e não convencionais, nacionais e internacionais, demonstrando com isso a não sujeição às medidas”.

Poucas horas antes, o ministro das Relações Exteriores espanhol interino, Josep Borrell, disse à Efe que López está na residência do embaixador da Espanha na Venezuela como “hóspede” e que “não está como asilado” até que sejam esclarecidos “os passos a seguir”.

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