Espanha anuncia que acolherá 17.680 refugiados no total

Fontes do Executivo espanhol confirmaram este número depois que a Comissão Europeia anunciou que serão distribuídos entre os países da zona 120 mil refugiados

Madri – O número total de refugiados procedentes da Síria e de outros países em conflito que a Espanha acolherá será de 17.680 pessoas, grupo formado pelos 14.931 propostos nesta quarta-feira pela Comissão Europeia e 2.749 que já havia alocado antes do verão.

Fontes do Executivo espanhol confirmaram este número depois que a Comissão Europeia anunciou que serão distribuídos entre os países da zona 120 mil refugiados que chegaram à Itália, Grécia e Hungria, que se somam aos 40 mil propostos em maio, até um total de 160 mil pessoas.

O número de refugiados que a Comissão Europeia destinou à Espanha (14.931) é o terceiro mais alto da UE, atrás somente da Alemanha (31.443 refugiados) e França (24.031) e é resultado de um cálculo baseado em quatro critérios de distribuição: população, PIB, nível de desemprego e esforço prévio de amparo de cada país, com um peso no cômputo de 40-40-10-10%.

Por cada pessoa realocada, o Estado-membro receberá 6 mil euros, o que eleva o custo da medida para a UE a 780 milhões de euros, incluída a despesa de mudança dos refugiados.

A Comissão Europeia propôs em maio uma repartição inicial de refugiados entre os países da UE no qual à Espanha correspondiam 4.288 solicitantes de asilo, embora a recusa de vários governos, entre eles o espanhol, ao sistema de cotas previsto fez com que não houvesse um acordo a respeito.

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, avançou mais tarde na disposição da Espanha a receber pelo menos 2.749 litigantes de asilo e admitiu a possibilidade de, finalmente, o número aumentar substancialmente.

Após o pedido feito hoje pela Comissão Europeia e aceito pelo Executivo da Espanha, o número de refugiados que o país acolherá será de 17.680 pessoas.

O vice-presidente, Soraya Sáenz de Santamaría, disse hoje que o governo está trabalhando “intensamente” para que os refugiados tenham garantido não só o amparo, mas a “integração a médio e longo prazo que merecem em nosso país”.

Neste sentido, o governamental Partido Popular (PP, centro-direita) e os grupos de oposição no Congresso dos Deputados, pactuaram hoje aumentar em 200 milhões de euros a dotação destinada para o programa de reassentamento e realocação de refugiados, através de uma emenda aos orçamentos de 2016 que estão em tramitação.