Equador inicia consulta e referendo populares

A jornada eleitoral começou no país com uma tradicional cerimônia inaugural realizada no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em Quito

Quito, 4 fev (EFE).- Os colégios eleitorais do Equador abriram neste domingo às 7h (horário local, 10h de Brasília), dando assim início à votação da consulta popular e do referendo impulsionado pelo presidente Lenín Moreno.

A jornada eleitoral começou no país com uma tradicional cerimônia inaugural realizada no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em Quito, da qual participou a vice-presidente, María Alejandra Vicuña, entre outras destacadas autoridades políticas, militares, e embaixadores estrangeiros credenciados.

A vice-governante equatoriana destacou no ato, que se abriu com o hino nacional, que o processo eleitoral é “um mecanismo fundamental para garantir os princípios constitucionais”.

“É uma ferramenta para fortalecer nossa democracia participativa, base da nova sociedade e do estado multinacional que estamos construindo”, declarou.

Vicuña reforçou que seu governo “promove a participação ativa e efetiva do nosso povo e é por isso que nosso projeto politico convocará às urnas nossa gente quantas vezes for necessário”.

Por sua parte, Nubia Villais, presidente da CNE, ressaltou que “o poder radica no povo e sua vontade é o fundamento da autoridade. Na democracia é o mandante quem resolve seu modelo de vida, o seu projeto de país, o que deseja para si e o que deseja para os outros”.

Para esse processo estão convocados 13.026.598 equatorianos nas 24 províncias do país, que poderão exercer o direito e obrigação do voto em mais de 35.105 colégios eleitorais até as 17h (20h), quando as urnas serão fechadas.

A população equatoriana, incluindo 400.000 eleitores no estrangeiro, terá que responder a sete questões vinculadas com corrupção, reeleição, natureza, mineração e delitos sexuais contra menores.

A votação para os residentes no Equador é obrigatória, exceto para os menores entre 16 e 18, maiores de 65 e outros coletivos como militares e policiais, enquanto que para os que vivem no exterior é voluntaria. EFE