Enviado de Guaidó ocupa assento da Venezuela na OEA pela 1ª vez

OEA declarou ilegítima posse de Maduro em 10 de janeiro, mas ainda não aprovou resolução que reconheça Guaidó como presidente

Washington — Escolhido pelo opositor Juan Guaidó, líder do Parlamento da Venezuela e autoproclamado presidente do país, como representante venezuelano na Organização de Estados Americanos (OEA), Gustavo Tarré participou de uma reunião do grupo pela primeira vez nesta quarta-feira.

Tarré ocupou a cadeira da Venezuela durante uma sessão protocolar do Conselho Permanente da OEA destinada a receber o presidente do Equador, Lenín Moreno.

No Twitter, o representante, que assumiu como embaixador designado pelo Parlamento há uma semana, publicou uma foto na qual está sentado na cadeira com o letreiro com o nome do país e uma pequena bandeira venezuelana.

“Já sentado na cadeira da Venezuela representando o povo democrático do nosso país”, escreveu na rede social.

Advogado de profissão, Tarré tem a companhia da equipe formada por María Alexandra Sanglade, renomada ministra conselheira e Rafael Castillo, primeiro-secretário e jornalista de profissão.

O Conselho Permanente da OEA aprovou no último dia 9 uma resolução através da qual aceita a nomeação do advogado como representante permanente da Venezuela, “após ter sido escolhido pela Assembleia Nacional, até que sejam realizadas novas eleições e ocorra a nomeação de um governo democraticamente eleito”.

O texto identifica Tarré como representante da Assembleia Nacional, presidida por Guaidó, e não menciona a Venezuela, mas os países que aprovaram a resolução e a Secretaria Geral da OEA o interpretaram como um reconhecimento para que possa exercer o cargo de embaixador.

Os diplomatas venezuelanos fiéis ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não estiveram na reunião de hoje. No entanto, defenderam que a cadeira da Venezuela lhes pertence até o próximo dia 27, quando será consumada a solicitação feita pelo governo há dois anos para sair da organização.

A OEA declarou ilegítima a posse de Maduro em 10 de janeiro, mas não aprovou resolução alguma que especificamente reconheça Guaidó como presidente da Venezuela.