EMI concorda com venda de capital por R$ 9 bilhões

Candidata à aquisição é a empresa de private equity Terra Firma, que assumiria dívida de mais de 3 bilhões de reais do grupo de música

A EMI concordou com uma proposta de compra feita pela empresa de private equity Terra Firma de 3,2 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente 12 bilhões de reais), valor que inclui 2,4 bilhões de libras por todo o capital (cerca de 9 bilhões de reais) e o endividamento de 800 milhões de libras (mais de 3 bilhões de reais) da gravadora. O negócio pegou de surpresa a Warner, há tempos interessada na aquisição, segundo o jornal britânico Financial Times.

Terceiro maior grupo da indústria da música em todo o mundo, a EMI declarou, nesta segunda-feira (21/5) ter aceito a proposta de 265 pence por ação da Terra Firma. A notícia fez com que as ações da companhia subissem 9% e atingissem um recorde em cinco anos, aos 271 pence por ação.

A EMI vinha negociando uma possível fusão com a Warner nos últimos anos. As conversas foram interrompidas no ano passado, depois que a fusão entre Sony e BMG começou a ser investigada. No começo deste ano, a Warner chegou a fazer uma oferta condicional de 260 pence por ação da EMI, que acabou rejeitada.

“A oferta da Terra Firma é a mais atraente que recebemos e entrega dinheiro imediatamente, sem incertezas regulatórias”, afirmou John Gildersleeve, presidente da EMI. A companhia também anunciou hoje os resultados do último ano fiscal, encerrado em março: um prejuízo de 263,6 milhões de libras, com queda de 15,8% na receita, para 1,75 bilhão de libras.