Em 1º ato, movimento trans protesta na Croácia contra discriminação

Segundo os organizadores, a região enfrenta um "fortalecimento dos grupos de direita, fascistas, que concentram seus ataques a pessoas marginalizadas"

Cerca de 300 pessoas que chegaram à Croácia vindas dos Bálcãs se reuniram para a primeira marcha transgênero organizada neste país no sábado para denunciar a discriminação nessa região muito conservadora.

Os manifestantes desfilaram pelas ruas do centro de Zagreb escoltados por forças especiais da polícia.

Em um comunicado publicado antes da marcha, os organizadores explicaram que a região enfrenta um “fortalecimento dos grupos de direita, dos grupos fascistas, que concentram sistematicamente seus ataques a pessoas marginalizadas”, entre elas mulheres, migrantes e trans.

Esta marcha quer enviar uma “mensagem clara de orgulho e rejeição, uma revolta contra os que pretendem exercer controle de nossos corpos, nossos espíritos e nossas vidas, e contra todas as formas de opressão”.

“A solidariedade é a chave. Todos precisamos dela”, afirmou Evan, ativista trans de 30 anos, vinda de Liubliana, à AFP.

A Croácia garante direitos similares a casais gays e heterossexuais, mas as comunidades trans continuam muito expostas a ameaças e à violência.