EI retira maioria de seus combatentes de campo de refugiados

Ahmed explicou que o EI transferiu alguns de seus homens aos arredores do campo, onde abriu novas frentes de batalha nos vizinhos distritos de Al Hayar al Asuad

Beirute – O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) retirou a maior parte de seus combatentes do campo de refugiados palestinos de Al Yarmouk, em Damasco, porque abriu novas frentes em suas imediações, embora ainda haja choques em seu interior, disseram nesta quarta-feira à Agência Efe uma testemunha e um responsável palestino.

Desde o interior do campo, situado no sul da capital síria, o ativista Mohammed Ahmed disse através da internet que na sexta-feira passada o EI recuou grande parte de seus milicianos, mas deixou dois grupos em Al Yarmouk.

Ahmed apontou que hoje foram embora muitos combatentes desses dois grupos que restavam do EI e que em seu lugar ficaram membros da Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda.

O EI e a Frente al Nusra são organizações rivais em outras partes da Síria, mas fontes palestinas acusam o segundo grupo de ter ajudado ao primeiro a entrar em Al Yarmouk.

Ahmed explicou que o EI transferiu alguns de seus homens aos arredores do campo, onde abriu novas frentes de batalha nos vizinhos distritos de Al Hayar al Asuad, assim como Tadamun e Al Qadam.

No entanto, os enfrentamentos prosseguem no campo nas imediações do instituto feminino de ensino médio, a mesquita de Salah ad-Din e a praça de Al Riya.

O porta-voz na capital síria da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG), Anwar Racha, indicou por telefone que as facções palestinas que enfrentam o EI e a Frente al Nusra, tanto dentro como fora de Al Yarmouk.

“Há combates no setor norte e meio-campo, na rua Palestina, assim como na rotunda Palestina, no sul”, precisou Racha, que afirmou que sua organização participa da batalha.

O EI entrou em 1 de abril em Al Yarmouk, que está a apenas 5 quilômetros do centro de Damasco e onde enfrenta a Aknaf Beit al Maqdis, uma facção palestina oposta ao regime de Bashar al Assad, e outros grupos rebeldes sírios que acudiram desde os arredores da capital a defender o campo.

Antes da invasão do EI, Aknaf Beit al Maqdis e a Frente al Nusra estavam no interior de Al Yarmouk, que estava cercado pelas tropas do regime, em colaboração com o FPLP-CG.