Egito será o “fiador” da trégua com o Hamas, diz Hillary

"O Egito está assumindo a responsabilidade e a liderança que tornaram esse país, há muito tempo, um pilar da paz internacional", disse Hillary

Cairo – O ministro das Relações Exteriores do Egito, Mohammed Kamel Amr, anunciou nesta quarta-feira no Cairo um acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hamas. Acompanhado da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, Amr informou que a trégua entrou em vigor às 17h, no horário brasileiro de verão. Hillary disse que o Egito aceitou ser o “fiador” da trégua. “O Egito está assumindo a responsabilidade e a liderança que tornaram esse país, há muito tempo, um pilar da paz internacional”, disse Hillary na capital egípcia.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo. Ele disse ter decidido dar “uma chance” à proposta de cessar-fogo depois de consultar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Segundo funcionários que falaram sob anonimato, Israel iria aguardar 24 horas após o início da trégua para observar se nenhum foguete era disparado da Faixa de Gaza contra seu território.

Netanyahu não descartou uma invasão terrestre à Faixa de Gaza no futuro e fez uma alusão a isso. “Eu sei que existem cidadãos que esperavam uma ampla ação militar e ela poderá ser necessária. Por enquanto, a coisa certa para o Estado de Israel é aproveitar essa oportunidade para um cessar-fogo duradouro”, afirmou. Segundo Hillary, o acordo “irá melhorar as condições de vida na Faixa de Gaza e de segurança em Israel”.

“Nós esperamos que esse acordo dure por muito tempo, mas baseados em experiências anteriores, sabemos que ele poderá ser curto”, disse o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak.

A trégua visa a pôr fim a uma ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza e aos disparos de foguetes de militantes palestinos contra Israel. Nos sete dias de conflitos, 166 pessoas foram mortas, dos quais 161 palestinos e cinco israelenses. Os militantes dispararam 1.400 foguetes contra Israel, que revidou realizando 1.500 ataques aéreos contra o território palestino.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.