Duterte vs. Obama; Yahoo espião…

Maduro contra Temer e Macri

O presidente da Venezuela Nicolás Maduro rebateu nesta terça-feira as afirmações dos governos de Brasil e Argentina, que deram até dezembro para que a Venezuela se enquadre nos padrões de direitos humanos e políticos propostos pelo Mercosul – sob pena de ser expulsa do bloco. Maduro afirmou que os presidente do Brasil Michel Temer, e da Argentina, Mauricio Macri, proferiram “ameaças e agressões”. Em visita a Buenos Aires na segunda-feira, Temer afirmou que tem esperança de que a Venezuela cumpra os requisitos no prazo — o que é considerado praticamente impossível.

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Duterte: novo xingamento a Obama

O presidente filipino Rodrigo Duterte proferiu um “vá para o inferno” ao se referir ao presidente americano Barack Obama. O motivo é que, segundo Duterte, os Estados Unidos teriam se recusado a vender armas às Filipinas. Duterte, no entanto, disse que não se importa uma vez que os Estados Unidos e China serão seus fornecedores. Durante a reunião do G20, em setembro, Duterte já havia causado polêmica com Obama ao chamar o presidente de “filho da p%$#”, após o americano criticar a política de guerra às drogas instaurada pelo filipino.

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Bill Clinton: Obamacare é doido

Às vésperas do debate presidencial entre os dois candidatos à vice-presidente dos Estados Unidos — o republicano Mike Pence e o democrata Tim Kaine —, que acontece nesta terça-feira, às 22h, o ex-presidente democrata Bill Clinton criticou um dos principais legados do presidente Barack Obama: o Affordable Care Act, conhecido popularmente como Obamacare. Para Clinton, o projeto é “a coisa mais doida do mundo”, porque sobrecarrega o mercado de seguro de saúde e a classe média – que não tem direito a participar do plano, voltado à população mais pobre. Sua mulher, a presidenciável democrata Hillary Clinton, também se pronunciou nesta terça-feira, criticando o rival Donald Trump por seus comentários ofensivos às mulheres – uma das principais polêmicas envolvendo o candidato.

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FMI pessimista

O Fundo Monetário Internacional diminuiu suas previsões para a economia mundial, que deve crescer 3,1% em 2016 e 3,4% em 2017 – as estimativas são 0,1% menores do que no último relatório, em abril. Os piores resultados estão entre as economias desenvolvidas, que podem crescer 1,6% neste ano, enquanto espera-se que os emergentes atinjam alta de 4,2%. Para o FMI, fatos como a saída do Reino Unido da União Europeia, a candidatura do republicano Donald Trump nos Estados Unidos e a ascensão de ideais protecionistas ao redor do mundo trouxeram um clima de “incerteza política” aos países desenvolvidos, que vêm se recuperando lentamente da crise de 2008.

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Libra: baixa recorde

Ao falar sobre o processo de saída da União Europeia, que deve começar em março do ano que vem, a primeira-ministra britânica Theresa May afirmou que o Reino Unido não “ficará de joelhos” durante as negociações. O pronunciamento assustou o mercado, que teme uma ruptura traumática com o bloco. Apesar de defender que as empresas europeias tenham liberdade para atuar no Reino Unido – e vice-versa -, o pronunciamento duro de May fez com que a libra caísse a seu menor patamar em 31 anos. Devido à moeda cotada a cerca de 1,2 dólar, os britânicos perderiam, hoje, seu posto como quinta economia do mundo: como a previsão de crescimento britânico esperada pelo FMI para este ano é de 1,8%, o PIB do país estaria em cerca de 1,9 bilhão de libras, abaixo do PIB francês de 2,2 bilhões de euros.

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Acordo de Paris passa na UE

O Parlamento Europeu aprovou o Acordo de Paris, que especifica diretrizes de combate às mudanças climáticas. Agora, os 28 membros da União Europeia devem assinar a aprovação nesta semana, e a ratificação deve ser entregue à ONU em seguida. Embora o texto tenha sido assinado na ONU por 194 nações na Conferência do Clima em Paris, no ano passado, ainda é necessária uma retificação dos parlamentos de cada país – para que o acordo entre em vigor, os países participantes devem totalizar 55% das emissões de poluentes. Até agora, 62 países já oficializaram o acordo, como China, Estados Unidos e o próprio Brasil – a Índia, responsável por 4,2% das emissões globais de poluentes, aprovou o tratado no domingo 2.

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Espionagem do Yahoo

O Yahoo teria espionado mensagens de seus usuários a pedido do governo dos Estados Unidos, segundo uma fonte revelou à agência de notícias Reuters. No ano passado, a empresa teria construído um software que procurava, entre os e-mails, conteúdo considerado suspeito. Esta seria a primeira vez que uma empresa de tecnologia decide cooperar com o governo. O programa teria começado a operar em maio do ano passado, e seria o motivo da saída de Alex Stamos, ex-diretor de segurança – hoje no Facebook – da empresa. Ele teria se retirado da empresa após saber que a espionagem era autorizada pela presidente do Yahoo, Marissa Mayer. Em resposta, a empresa afirmou que “segue as leis dos Estados Unidos”.