Diversidade? Não no gabinete de Donald Trump

Administração do novo governo americano tem a menor proporção de mulheres e não brancos em quase 30 anos

São Paulo – Homens, brancos e ideologicamente ligados à ala mais conservadora da direita: essa é a cara da administração Trump. Conforme destaca o jornal americano The New York Times, a lista do novo presidente para os cargos de alto escalão do seu gabinete traz a menor proporção de mulheres e minorias étnicas em quase 30 anos.

Para os 22 postos de trabalho na administração presidencial, Trump escolheu homens brancos para 17 deles. Os outros cinco cargos são ocupados por quatro mulheres e um homem negro. Esses cinco membros, porém, estarão em algumas das posições mais baixas. Nenhum deles estará no chamado gabinete interno.

A título de comparação, o primeiro gabinete de Barack Obama tinha 14 nomeados entre mulheres e minorias étnicas. Para referência, a reportagem do NYT inclui alguns infográficos sobre os gabinetes dos presidentes anteriores.

“Donald Trump está voltando para trás no relógio da diversidade com seu gabinete”, disse Paul Light, professor da Wagner Graduate School of Public Service da Universidade de Nova York.

Tampouco foi nomeado algum funcionário de origem latina para a administração, observa o Miami Herald.

“O presidente Donald Trump está desprezando um monte de história, herança e o maior e mais rápido grupo minoritário em crescimento na América moderna”, diz o jornal.

Isso não significa que os escolhidos de Trump sejam pessoas insensíveis à diversidade ou careçam de esclarecimentos.

A questão é de representatividade: será que as pessoas vão se sentir representadas por um gabinete tão pouco diverso? Qual mensagem a nova administração passa sobre os incansáveis anos de lutas dos movimentos pelos direitos civis no país? A conferir.

Comentários

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  1. Marcos Binda

    conversa fiada. o que estamos precisando e de pessoas que saibam administrar um governo. a maquina governamental esta emperrada. sao pessoas que estao deixando empresas, empregos nos quais ganham milhoes de dolares por ano, para receber um salario de 400 mil dolares, porque tem um desejo de ver a nacao voltar a prosperar outra vez. deixa-me ressaltar um coisa, nao voltei em Trump. Mas vejo um desejo sincero Dele e seu secretariado de ver a nacao numa melhor situacao. Nenhum deles necessitam de nada, estao aceitando os cargos para servir a nacao.

  2. Caramba! Como uma revista de alguma reputação se presta a uma materiazinha dessa! Competência. Ou tem ou não tem. Diversidade, raçã, sexo, religião e opções sexuais não deveriam ter a mínima relevância. Isso sim é igualdade!

  3. Geovani José Armiliato

    O critério tem que ser apenas a competência, sem cotas para raças, religião ou diversidade sexual. Não importa se um gabinete é composto só por mulheres, homens ou transsexuais, nem se só tem negros ou só asiáticos. O que interessa é apenas a competência.

  4. Fernando Pais

    Concordo em número, grau e gênero! Se os escolhidos são os melhores pela competência e comprometimento, fazer média não ajudará em nada!