Direita conquista Atenas e sai vitoriosa nas eleições locais da Grécia

Os bons resultados obtidos pelos candidatos de direita dão grande vantagem à ampla formação de conservadores, cinco semanas antes das eleições parlamentares

O partido de oposição nacional de direita Nova Democracia (ND) conquistou neste domingo (02) as prefeituras de Atenas e Salonica, bem como quase todos os estados gregos, reforçando sua vitória nas eleições europeias sobre a esquerda do primeiro-ministro Alexis Tsipras, segundo resultados parciais oficiais.

Os bons resultados obtidos pelos candidatos apoiados pela ND dão grande vantagem à ampla formação dos conservadores, cinco semanas antes das eleições parlamentares antecipadas de 7 de julho.

Há uma semana, nas eleições para o Parlamento Europeu, a ND venceu o Syriza por 9,3 pontos, uma derrota “inesperada”, segundo Alexis Tsipras.

Em Atenas, Costas Bakoyannis, de 41 anos, ex-governador da região central do país, obteve 65% dos votos contra seu rival de esquerda, Nassos Iliopoulos, segundo os resultados iniciais, com mais de metade dos colégios eleitorais apurados.

Costas Bakoyannis, membro da terceira geração de uma família política grega de direita, é filho de Dora Bakoyannis, primeira mulher eleita prefeita de Atenas em 2003.

Ele é neto do ex-primeiro-ministro Constantin Mitsotakis (1990-1993) e sobrinho do atual líder da ND, Kyriakos Mitsotakis, principal rival de Tsipras nas próximas eleições legislativas.

Bakoyannis, que enviou uma mensagem de “unidade” a todos os atenienses “para mudar” sua cidade, substituirá o atual prefeito, Giorgos Kaminis, de centro-esquerda, que teve dois mandatos consecutivos desde o início da crise de 2010.

Os candidatos apoiados pela ND no país ganharam o governo de 11 das 13 regiões do país, segundo resultados ainda parciais, incluindo Ática, a maior, que circunda Atenas.

A derrota da esquerda nas eleições europeias e nas locais ocorre após quatro anos de Tsipras no poder. Durante seu governo, o país conseguiu abandonar, no fim de agosto, os programas de assistência dos credores, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas a austeridade continuada, o desemprego que alcança 18% – percentual mais alto da zona do euro – e os altos impostos foram alvo de muitas críticas.