Detroit, nos Estados Unidos, quer taxar redes de fast food

Objetivo da prefeitura é diminuir o índice de obesidade na cidade, considerada a "mais gorda" do país

Se não se pode vencê-los pela boca, que seja pelo bolso. É mais ou menos com essa idéia em mente que o prefeito da cidade de Detroit, nos Estados Unidos, propôs um novo imposto: a cada dólar gasto em um restaurante de fast food, o cidadão terá de pagar um acréscimo de dois centavos. (Se você é assinante, leia também reportagem de EXAME sobre obesidade no Brasil.)

O objetivo do novo tributo é acabar com a fama de “Cidade Gorda”, título adquirido depois que a revista Men s Fitness colocou Detroit, pela primeira vez, no topo do ranking das cidades com maior índice de obesidade nos Estados Unidos. Cerca de 33% dos americanos são obesos.

Para os críticos, o novo imposto não passa de uma estratégia do prefeito Kwame Kilpatrick para diminuir o déficit no orçamento do município, que chega a 300 milhões de dólares. Se aprovado, o tributo poderá gerar uma receita anual de 17 milhões de dólares. Quem está contra o novo imposto também argumenta que os pobres serão sacrificados, não os obesos.

Apesar das acusações, o prefeito que também é obeso – está otimista sobre a aprovação do tributo e comemora os efeitos de sua campanha por uma vida saudável, batizado de Movimento pela Vida. “Eu mesmo já perdi 11 quilos”, disse o prefeito à revista Newsweek.