Departamento de Estado se diz emocionado pelo Oscar a “Argo”

"Acho que todos se emocionaram ao ver que ganhou", disse o porta-voz do departamento de Estado americano Patrick Ventrell

Washington – O departamento americano de Estado, ainda de luto pela perda de diplomatas no sangrento ataque a uma missão na Líbia, aplaudiu nesta segunda-feira o Oscar para o filme “Argo”, baseado em uma história real sobre a coragem diplomática.

“Acho que todos se emocionaram ao ver que ganhou”, disse o porta-voz do departamento de Estado Patrick Ventrell aos jornalistas ao comentar sobre o thriller de Ben Affleck, que se destacou com o cobiçado Oscar de Melhor filme no domingo.

O longa conta a história de uma operação da CIA para retirar seis diplomatas americanos do Irã no auge da crise dos reféns de 1979, quando estudantes islâmicos tomaram a embaixada dos Estados Unidos em Teerã mantendo 52 reféns durante 444 dias.

Apesar de alguns dos eventos retratados terem sido filmados com um amplo grau de liberdade artística, o departamento de Estado permitiu a equipe de Ben Affleck gravar algumas cenas em seu edifício principal em Washington.

O novo secretário de Estado, John Kerry, enviou um post no Twitter no domingo, antes da cerimônia de premiação em Los Angeles, desejando “Boa sorte @BenAffleck e #Argo” e acrescentou: “que agradável ver o @StateDept e nosso serviço exterior na telona – JK”.

Affleck, que também é produtor e protagonista do filme, respondeu ao post no Twitter: “Agradeço pelo excelente serviço e pelo sacrifício dos diplomatas americanos e suas famílias!”

Ventrell não rebateu os comentários sobre as acusações de iranianos de que o Oscar dado a “Argo”, longa que também levou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição e Montagem, era um prêmio “político”.

O porta-voz do departamento de Estado se limitou a dizer que o Oscar foi uma decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

A emissora estatal iraniana criticou a 85a edição da principal festa de premiação do cinema norte-americano como “o Oscar mais político”, e acusou Affleck de se especializar “no exagero, na desproporção das coisas e na criação de cenas falsas”.