Democrata pede a Trump que siga passos de May em relação à Rússia

Chuck Schumer pediu que Trump siga o exemplo da primeira-ministra britânica e tome medidas contra a Rússia

Washington – O líder da minoria democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, opinou nesta quarta-feira que o presidente Donald Trump deveria seguir os passos da primeira-ministra britânica, Theresa May, e tomar “decisões audazes” diante das “agressões russas” à ordem internacional.

“Enquanto a primeira-ministra May tomou uma ação inicial audaz e decisiva para combater a agressão russa, o nosso próprio presidente zombou. A decisão da primeira-ministra May de expulsar os diplomatas russos é o nível de resposta que muitos americanos esperam do nosso próprio governo”, disse Schumer em comunicado.

O Reino Unido decidiu expulsar 23 diplomatas russos em meio ao “desprezo” mostrado pela Rússia após o envenenamento do ex-espião Sergei Skripal com um agente nervoso de fabricação russa no sul da Inglaterra.

A sanção contra esses funcionários da delegação diplomática russa, que têm uma semana para deixar o país e foram identificados como “agentes dos serviços secretos encobertos”, é a maior efetuada pelo Reino Unido em três décadas, segundo a própria May.

Além disso, o Reino Unido informará hoje aos membros do Conselho de Segurança da ONU sobre os últimos detalhes em torno do envenenamento de um ex-espião russo residente no país e a sua filha Yulia.

“Seria sábio por parte do presidente’ Trump seguir o exemplo da primeira-ministra e finalmente levar a sério a possibilidade de enfrentar a Rússia e adotar sanções que já deveriam ter sido aplicadas há muito tempo”, opinou.

Perguntado nesta terça-feira sobre o assunto, Trump disse que “condenará a Rússia ou quem quer que seja” quando foi esclarecido quem esteve por trás do ataque ao ex-espião.

As agências de segurança britânicas acreditam que Skripal, de 66 anos, e a sua filha, de 33, que se encontram em estado crítico, foram expostos a um agente nervoso de natureza militar antes de ficarem inconscientes no dia 4 de março em Salisbury, no sul da Inglaterra.