Cruz Vermelha diz que não acompanha caminhões russos

Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que seus delegados não acompanham comboio russo que entrou na Ucrânia

Genebra – O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou nesta sexta-feira que o comboio da Rússia com ajuda humanitária entrou na Ucrânia, mas informou que seus delegados não estão acompanhando o deslocamento por questões de segurança.

“Não estamos escoltando o comboio pois a situação de segurança é volátil”, comunicou a organização por meio de sua conta no Twitter.

O governo ucraniano tinha colocado como condição para permitir a entrada do comboio humanitário que a Cruz Vermelha assumisse a responsabilidade pelo carregamento quando entrasse no país e houvesse um delegado da organização em cada caminhão.

O CICV disse também que “não recebeu garantias de segurança suficientes das partes combatentes”, e que sua própria equipe, que se encontra na região, verificou que durante a noite ocorreram intensos combates.

Fontes da organização afirmaram que o conteúdo de 34 caminhões foi verificado ontem à noite por guardas de fronteira e funcionários da alfândega da Ucrânia e da Rússia, com representantes da Cruz Vermelha como testemunhas.

O comboio, composto por mais de 260 caminhões que transportavam duas mil toneladas de ajuda humanitária, permaneceu durante uma semana a poucos quilômetros da fronteira com a Ucrânia, na região de Rostov, à espera de que Moscou e Kiev resolvessem seus desacordos.

A maior parte da ajuda será enviada para Lugansk, onde estão se concentrando os enfrentamentos durante as últimas semanas. Os combates destruíram a infraestrutura local, o que deixou a população sem água e energia.

A cada dia são registrados dezenas de mortos e feridos. Após uma semana de tensões diplomáticas, a Rússia anunciou hoje que seu comboio entraria no país vizinho mesmo sem a autorização do governo.

Testemunhas que se encontram na zona indicaram que uma coluna de 34 de caminhões -os que foram revistados ontem à noite- começaram a atravessar a fronteira.