Críticas ao capitalismo fecham peregrinação a Fátima

Cerca de 60 mil peregrinos de vários países assistiram aos atos de domingo e segunda realizados em Fátima, a 140km de Lisboa

Lisboa .- A tradicional peregrinação internacional ao santuário de Fátima, que acontece todos os anos, terminou nesta segunda-feira com críticas ao ”capitalismo sem governo” e à ”indiferença” dos políticos.

Cerca de 60 mil peregrinos de vários países assistiram aos atos de domingo e segunda realizados em Fátima, a 140km de Lisboa, e presididos pelo arcebispo de Braga, Jorge Urtiga.

Na cerimônia de encerramento, Urtiga censurou o ”capitalismo sem governo, a justiça negociada, a saúde economizada e a educação parcial” em alguns países.

A devoção por Fátima nasceu em um lugar conhecido como Cova da Iria, onde as crianças Lucia dos Santos, de 10 anos, e seus primos Francisco e Jacinta Marto, de 9 e 7 anos, disseram ter visto a Virgem diversas vezes entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917.

As crianças narraram que Maria havia contado vários segredos – conhecidos como os mistérios de Fátima – relacionados com o final da Primeira Guerra Mundial e o início da Segunda, a morte prematura dos dois primos, a conversão da Rússia e o atentado de 1981 contra João Paulo II.