Crise na Venezuela é pauta de organizações internacionais

ÀS SETE - Nesta segunda-feira, a UE impõe sanções econômicas ao país, como uma forma de castigo diplomático ao regime antidemocrático do presidente Maduro

A Venezuela segue sob vigília internacional. Nesta segunda-feira, a União Europeia impõe sanções econômicas ao país, como uma forma de castigo diplomático ao regime antidemocrático do presidente Nicolás Maduro, e o Conselho de Segurança da ONU debate a crise política venezuelana.

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Os ministros de Relações Exteriores europeus devem decidir, hoje, em Bruxelas, por sanções que incluem o embargo a vendas de armas e outros produtos que podem ser utilizados para repressão interna.

Empresas europeias também não poderão exportar para o país dispositivos de vigilância eletrônica, e será criada uma lista de pessoas ligadas ao regime, que podem ser proibidas de entrar em países do bloco. As medidas, consideradas leves, devem durar por um ano.

Já na ONU, em reunião em Nova York, a reunião convocada por Estados Unidos e Itália dará lugar ao que se chama de “Fórmula Arria”, quando um convidado externo é convidado para dar ajudar a esclarecer algum assunto.

Quem atende ao encontro é o secretário-geral da Organização do Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que falará sobre as sérias violações de direitos humanos que o povo venezuelano tem sofrido.

A crise da Venezuela deve ficar ainda mais grave se o país começar a ser considerado inadimplente. Na última sexta-feira, venceu o prazo para a petroleira estatal PDVSA quitar um primeiro pagamento de 81 milhões de dólares — compromisso assumido por Maduro, que decidiu renegociar a dívida externa do país.

Por isso, o governo decidiu convocar uma reunião com credores em Caracas para tentar renegociar as dívidas. Perder o selo de bom pagador seria uma dura derrota para Maduro que, apesar das duras críticas ao mercado financeiro internacional, vem se esforçando para manter os pagamentos em dia.

Em outra frente, cresce a pressão por sanções mais duras contra Maduro. Na semana passada, o presidente argentino, Mauricio Macri, pediu que os Estados Unidos imponham um embargo total ao petróleo da Venezuela. As importações da Venezuela respondem por 4% do petróleo consumido no país.

O esforço de Maduro para manter os pagamentos e a recusa americana em cortar as importações revelam que, apesar da retórica incendiária, sobra racionalidade econômica aos líderes nesta questão.