Crise na Venezuela ameaça os EUA, diz Pence

O vice-presidente americano disse que o país mobilizará todo o seu poder econômico e diplomático para ver a democracia restaurada na Venezuela

Cartagena – O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou nesta segunda-feira em Cartagena de Índias que a Venezuela é um “estado falido” que representa uma “ameaça à segurança e à prosperidade de todo o hemisfério”.

“Um estado falido como a Venezuela ameaça a segurança e a prosperidade de todo o hemisfério”, disse Pence a jornalistas após se reunir com venezuelanos que deixaram país devido à crise e chegaram à Colômbia.

Neste sentido, reiterou que os EUA “não ficarão alheios” enquanto que a Venezuela “cai em uma ditadura”, tal como adiantou o presidente Donald Trump.

Pence fez menção à Assembleia Constituinte, bem como à “pobreza” que vivida no país caribenho e a morte de “mais de cem pessoas” que foram assassinadas durante as manifestações antigovernamentais.

Para o vice-presidente americano, a situação da Venezuela fará com que haja “um maior tráfego de famílias vitimadas” que chegarão aos EUA, bem como uma “maior imigração ilegal”, que pode “comprometer” suas fronteiras, bem como “a economia e a segurança”.

“Estamos absolutamente determinados a usar em sua plenitude o poder econômico e diplomático dos EUA até que a democracia seja restabelecida na Venezuela”, ressaltou.

Por último, explicou que os EUA “têm uma grande história de generosidade com os refugiados” e mostrou sua disposição em ajudar a Colômbia quanto à chegada de venezuelanos, “para evitar privações econômicas, e à situação política”.

Segundo a Migração da Colômbia, foram registrados 50 mil passagens diárias entre a Colômbia e a Venezuela de cidadãos venezuelanos que chegam em busca de produtos de primeira necessidade.

Além disso, entre 300 mil e 350 mil venezuelanos chegaram ao país vizinho “com vocação de permanência”.

Desde 1º de abril, a Venezuela foi palco de protestos a favor e contra o governo, com um balanço de mais de 120 mortos. No entanto, o novo procurador-geral, Tarek William Saab, afirmou que esse número – contabilizado por sua antecessora, Luisa Ortega – era muito alto, pois inclui pessoas mortas em contextos diferentes aos das manifestações.