Crise árabe; Trump impopular…

Sauditas culpados?

A guarda revolucionária do Irã acusou a Arábia Saudita de ser responsável por um atentado que matou 12 pessoas na capital Teerã na manhã desta quarta-feira. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque e, segundo o Irã, isso “prova” que a Arábia Saudita estava envolvida — os iranianos acusam os sauditas de financiarem o Isis. Em visita a Berlim, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, disse que não se pode afirmar que os sauditas estejam envolvidos. O atentado no Irã acontece dias depois de a Arábia Saudita liderar um rompimento dos países do Golfo Pérsico com o Catar, alegando que o país apoia o Irã e financia o terrorismo.

Kuwait pela paz

O emir Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, líder do Kuwait, chegou ao Catar na noite desta quarta-feira para negociar uma solução para a crise diplomática no golfo. Nas últimas 24 horas, o xeque do Kuwait visitou também a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Em 2014, o emir já havia sido mediador de uma crise semelhante entre o Catar e as potências do golfo. O líder do Catar, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, adiou um discurso que faria à população do país para deixar o líder do Kwait “tentar” negociar uma saída para a crise.

Trump diplomata

Além do xeque do Kuwait, outro que se ofereceu para mediar as negociações no Golfo Pérsico foi Donald Trump, o presidente americano. Trump telefonou nesta quarta-feira ao líder do Catar e deixou claro que a união dos países do golfo é “essencial para derrotar o terrorismo”, segundo informou a Casa Branca. O presidente americano ofereceu até mesmo uma reunião na Casa Branca, se necessário. Ainda assim, a administração Trump vem dando sinais de que apoia a decisão dos árabes: na terça-feira, o presidente escreveu no Twitter que sua viagem à Arábia Saudita no dia 26 de maio “já estava valendo a pena” e que romper com o Catar seria “o começo do fim do terrorismo”.

A prévia de Comey

Um dia antes de sua audiência no Senado americano, o ex-diretor do FBI James Comey deu uma prévia do que dirá ao Congresso na quinta-feira 8. Em um pré-depoimento publicado na internet, ele volta a afirmar que o presidente Donald Trump o pressionou para encerrar as investigações contra Michael Flynn — ex-assessor de Segurança Nacional, demitido em fevereiro por ligações impróprias com o embaixador russo. Nas reuniões com Comey, Trump teria dito frases como “espero que você consiga deixar isso de lado, deixar o Flynn de lado” e “o que poderia ser feito para dispersar [a investigação]”. Também nesta quarta-feira Trump anunciou o ex-oficial do Departamento de Justiça Christopher Way como substituto de Comey na diretoria do FBI.

Recorde de impopularidade

A impopularidade do presidente americano, Donald Trump, no mês de maio atingiu recorde nesta quarta-feira, chegando a 34%, segundo pesquisa da Quinnipiac University. O recorde anterior era de abril, quando sua impopularidade estava em 37%. Em meio a polêmicas no exterior e às controvérsias com o FBI e a Rússia, a pesquisa mostra que em maio 57% dos eleitores desaprovam a performance do presidente, ante 58% em abril.

Reta final no Reino Unido

No último dia de campanha antes da eleição de quinta-feira 8 no Reino Unido, a premiê britânica, Theresa May, do Partido Conservador, e o principal opositor, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, cruzaram o país em campanha. As últimas pesquisas mostram o Partido Conservador de May com 43% dos votos, e os trabalhistas com 36%. A vantagem dos conservadores já chegou a 20 pontos percentuais, mas diminuiu após uma série de polêmicas, como os atentados terroristas em Londres no último sábado e em um show em Manchester no dia 22. Nos discursos desta quarta-feira, May tentou trazer as conversas de volta ao Brexit — saída do Reino Unido da União Europeia —, cujas negociações começam logo após a eleição britânica. “A questão a se fazer é em quem confiamos para ser uma liderança estável e forte para conseguir o melhor acordo”, disse.