Coreia do Norte já é capaz de acoplar ogiva nuclear em míssil

Segundo o jornal The Washington Post, regime de Kim Jong-un deu um importante passo adiante em seu plano de se tornar uma potência nuclear. Entenda

São Paulo – A Coreia do Norte conseguiu, com sucesso, miniaturizar uma ogiva nuclear para acoplá-la em mísseis. A informação foi divulgada há pouco pelo jornal americano The Washington Post, que ouviu oficiais de inteligência dos Estados Unidos envolvidos em uma investigação confidencial sobre as capacidades do regime de Kim Jong-un.

Essa conquista é vista como grave e relevante pela comunidade internacional, uma vez que mostra que o país está próximo do seu objetivo de se tornar uma potência nuclear. Além disso, até agora, especialistas olhavam para essa possibilidade com ceticismo, pois acreditavam que os norte-coreanos estivessem longe de conseguir produzir uma ogiva adequada para um míssil de longa distância.

O jornal lembra, no entanto, que ainda não existem informações oficiais e críveis sobre testes bem-sucedidos desses artefatos, apesar de a Coreia do Norte ter alegado que sim no passado.

Um dos regimes mais reclusos do planeta, o número exato de armas nucleares que a Coreia do Norte tem em mãos é um mistério. Segundo estimativas da Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN), o país teria menos de dez armas. Já segundo a Federação de Cientistas Americanos, esse número estaria entre 30 e 60.

Testes nucleares

Há meses, a Coreia do Norte vem realizando testes de mísseis balísticos com o objetivo de avaliar as capacidades de seus armamentos. No último dia 4 de julho, o país realizou, com sucesso, o lançamento de um míssil balístico intercontinental, o primeiro de sua história, e o fez novamente em 28 de julho.

Os atos, no entanto, efervesceram o debate na comunidade internacional sobre como lidar com as ameaças do regime norte-coreano. Como resposta, no final do mês passado, o Conselho de Segurança da ONU anunciou uma série de sanções econômicas, que reduzem em até 1 bilhão de dólares os investimentos anuais no país, e que foi apoiado por China e Rússia, aliados históricos da Coreia do Norte.