Conversas na Colômbia; Nova capital do Egito…

Renegociação na Colômbia

Após a rejeição do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) num referendo no domingo, líderes colombianos se movimentam para recomeçar as negociações.  Mesmo com a derrota do acordo,o presidente Juan Manuel Santos confirmou que o cessar-fogo entre o governo e as Farc, iniciado em agosto, continuará em vigor, por ora. Negociado ao longo dos últimos seis anos e assinado na última semana, antes do referendo, o texto foi rejeitado por uma diferença de apenas 54.000 votos – foram 50,2% dos votos a favor e 49,8% contra. A taxa de abstenção foi alta, e menos de 40% do eleitorado compareceu às urnas.

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O que acontece agora

Os negociadores retornaram à Havana, em Cuba – onde as negociações vinham acontecendo -, para decidir o que fazer após o resultado do plebiscito. Na manhã desta segunda-feira, o chefe da equipe de negociadores de paz, Humberto de la Calle, renunciou ao cargo. O líder da guerrilha, Timochenko, disse lamentar que “ódio e rancor” tenham influenciado a opinião da população colombiana.

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Sem paz na Síria

O Departamento de Estado americano anunciou a suspensão das negociações com a Rússia para um acordo de paz na Síria, devido à participação dos russos nos recentes ataques à cidade de Alepo. Conversas conjuntas entre os dois países, organizações rebeldes e o governo de Bashar al-Assad fizeram com que um cessar-fogo fosse acordado em 9 de setembro, mas o compromisso fracassou em poucos dias, quando forças de Assad, apoiado pelos russos, voltaram a bombardear áreas de Alepo controladas pelos rebeldes. Enquanto isso, a Rússia acusa os Estados Unidos de não ter pedido aos rebeldes que se dissociassem de forças terroristas que também atuam na guerra civil no país, que já dura seis anos.

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Fundação Trump proibida

A justiça de Nova York determinou que a Fundação Trump, fundada em 1988, pare imediatamente de arrecadar doações no estado. A justificativa das autoridades é que a entidade filantrópica em nome do presidenciável republicano Donald Trump não tem o registro apropriado para grupos que queiram solicitar doações acima de 25.000 dólares. Essa não é a primeira controvérsia da instituição: em setembro, o jornal Washington Post acusou Trump de usar dinheiro da fundação, destinado à caridade, para cobrir gastos de suas empresas e custos pessoais – como a compra de um capacete assinado por um astro de futebol americano, no valor de 12 mil dólares.

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Turquia: emergência continua

O governo da Turquia anunciou que vai prorrogar por mais três meses o estado de emergência no país, que vigora desde a tentativa de golpe imposta pelas Forças Armadas ao governo do presidente Recep Tayyip Erdogan, em 15 de julho. O objetivo, segundo o vice-premiê turco, Numan Kurtulmus, é “combater organizações terroristas”. Durante a vigência do estado de exceção, mais de 32 mil pessoas foram presas, investigadas e exoneradas de cargos públicos, uma vez que foram acusadas pelo governo Erdogan de terem participado do golpe. As autoridades turcas acusam o clérigo Fetullah Güllen, exilado no estado americano da Pensilvânia, de liderar o levante.

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Brasília do Egito

Uma empresa chinesa, a China Fortune Land Development, pagará 20 bilhões de dólares para construir e gerenciar 57 quilômetros quadrados da nova capital do Egito, conforme anunciou o governo do país anunciou nesta segunda-feira. Anunciada neste ano, a nova cidade será construída ao sul da atual capital, Cairo, e para lá serão transferidos todos os prédios administrativos do governo. Ao todo, o projeto terá 105 quilômetros quadrados de área e custará 500 bilhões de dólares. A construção da cidade – que o presidente Abdel Fattah al-Sisi promete será tão moderna quanto Barcelona – é um dos planos do governo egípcio para angariar investimentos estrangeiros e gerar empregos no país.

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Compras no Facebook

A rede social Facebook lançou nesta segunda-feira o Facebook Marketplace, uma seção do aplicativo onde usuários poderão pesquisar por mercadorias usadas, além de encontrar descontos em lojas próximas. Embora mais de 450 milhões de internautas já utilizem grupos do Facebook para vender e comprar produtos, a nova ferramenta coloca a plataforma de Mark Zuckerberg num mercado dominado, lá fora, por sites de e-commerce, como Amazon e Walmart.