Continua a pressão para que a China adote câmbio flexível

Fabricantes americanos de móveis, televisores e têxteis querem que Washington limite as importações chinesas

Os Estados Unidos continuam a campanha para que a China permita a flutuação cambial de sua moeda, o yuan. Segundo The Wall Street Journal desta quarta-feira (12/1), Donald Evans, secretário de comércio dos Estados Unidos, reivindicou que as autoridades chinesas adotem um câmbio flexível. Em visita à Câmara Americana de Comércio em Pequim, capital chinesa, Evans também pediu proteção mais eficaz a patentes.

“A reclamação mais comum de companhias e autoridades eleitas nos Estados Unidos diz respeito ao efeito distorcivo que a política chinesa de câmbio fixo causa sobre a justa concorrência”, disse o secretário. O argumento, relembra o jornal americano, é que a taxa determinada por decreto mantém o yuan demasiadamente desvalorizado, barateando as exportações chinesas. Segundo The Wall Street Journal, o governo americano está sob pressão de lobistas da indústria para que limite as importações chinesas, especialmente de móveis, televisores e têxteis.

Evans aproveitou para criticar o sistema financeiro chinês, acusando-o de protecionista. “Bancos estatais não devem financiar empreendimentos fracassados do governo.” Para não ficar apenas nas reclamações, o secretário mencionou “sinais positivos” no comércio bilateral nos últimos meses, tais como um “dramático crescimento” nas exportações de bens agrícolas dos Estados Unidos para a China.

G7

Representantes da China vão participar do encerramento da reunião dos ministros de finanças do Grupo dos 7, que reúne as maiores economias industrializadas do mundo. O encontro será entre 4 e 5 de fevereiro, em Londres. A presença da delegação chinesa, afirma o Financial Times de hoje, deve pôr lenha nas especulações sobre a intenção do governo de deixar que o câmbio flutue.