Consórcio com Odebrecht recuperará principal rio colombiano

Projeto, com um custo estimado de 2,5 trilhões de pesos (US$ 1,325 bilhão), será realizado ao longo de 908 quilômetros de rio

Bogotá – O governo da Colômbia concedeu nesta sexta-feira por meio de licitação ao consórcio Navelena, que tem participação da Odebrecht, o projeto de recuperação em prazo de 13,5 anos da navegabilidade de um trecho do rio Magdalena, o mais importante do país.

O projeto, com um custo estimado de 2,5 trilhões de pesos (US$ 1,325 bilhão), será realizado ao longo de 908 quilômetros de rio, entre Puerto Salgar e a cidade de Barranquilla.

“Este é sem dúvida o começo do renascer do rio e o ponto de partida para o ressurgir de muitas cidades médias”, disse o diretor da Corporação Autônoma Regional do Rio Grande de la Magdalena (Cormagdalena), Augusto García, segundo um comunicado.

A licitação pública foi iniciada em janeiro do ano passado e prevê “obras de canalização, dragagem e manutenção do rio em um prazo de 13,5 anos”, acrescentou a nota oficial.

O consórcio Navelena, integrado pela Odebrecht e a colombiana Valorcon, afirmou que a concessão prevê a construção de mais de 160 obras civis de canalização, quatro milhões de metros cúbicos de dragagem anual e a implementação de um sistema de navegação por satélite para operar e manter a navegabilidade.

O consórcio disse em um comunicado que esta obra permitirá aumentar a capacidade de transporte de carga “de 1,5 milhão de toneladas para seis milhões”, enquanto a Cormagdalena estimou que ao fim das obras poderão ser transportados sete mil toneladas de carga pelo rio.

“Este projeto é fundamental para a competitividade do país e estamos totalmente comprometidos em transformar o rio Magdalena na mais importante via para aumentar a competitividade do país”, destacou o presidente da Odebrecht na Colômbia, Eleuberto Martorelli, segundo o comunicado.

O diretor acrescentou que a “ótima navegabilidade do rio significa enormes benefícios econômicos e sociais para os colombianos”.

Com o projeto se espera beneficiar diretamente 57 municípios situados nas margens do Magdalena, que nasce nas cordilheiras dos Andes e atravessa 1.500 quilômetros de território colombiano, até a costa de Barranquilla, no mar do Caribe.