Congresso do PCC na China consolida poder de Xi Jinping

ÀS SETE - A manutenção é natural dentro do partido de 89 milhões de integrantes que comanda o país desde 1949

O 19o Congresso do Partido Comunista Chinês, que começa nesta quarta-feira em Pequim, marca a consolidação do poder do presidente Xi Jinping, que será reconduzido ao cargo até 2022. A manutenção é natural dentro do partido de 89 milhões de integrantes que comanda o país desde 1949.

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Mas a concentração de poder de Xi não tem precedentes na história recente. Ele foi chamado pela revista britânica Economist de “o homem mais poderoso do planeta” e um número crescente de analistas se pergunta se ele de fato deixará o cargo em 2022 ou se pode tentar um incomum terceiro mandato.

Xi assumiu o país num momento de questionamentos sobre o ritmo de crescimento da economia e em meio a uma série de escândalos de corrupção dentro do partido comunista. Levou a cabo uma grande campanha anticorrupção e fez de Wang Qishang, seu braço direito e responsável pelo projeto, uma das principais lideranças do país. Também elevou a censura a veículos de imprensa e a empresas de tecnologia.

No campo econômico, incentivou a expansão de indústrias inovadoras, de startups, e de empresas ligadas à energia limpa, dando um novo sopro de crescimento ao país.

Seu maior objetivo é retomar a influência e o poderia internacional que a China sempre teve historicamente até as derrotas militares para os ingleses, no século 19.

Desde então, o país vem se reconstruindo internamente, e Xi levou as investidas internacionais a um outro patamar. A China instalou sua primeira base militar no exterior, em Djibouti, no chifre da África, e virou o segundo maior investidor internacional do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos. É, inclusive, o maior parceiro comercial do Brasil.

Recentemente, Xi lançou o projeto One Belt One Road, uma ambiciosa iniciativa de investimentos que unirá por terra e água os países da área de influência chinesa.

O presidente chinês ainda tem aproveitado as brechas deixadas por Donald Trump para virar o maior embaixador mundial da globalização e da sustentabilidade. Ambição não falta a Xi, nem aos chineses.