Companhias americanas reduzem contribuições à previdência

Incertezas sobre a reforma previdenciária proposta por Bush desestimulam empresas a contribuir com planos de previdência de seus funcionários

As incertezas sobre os rumos da reforma previdenciária proposta pelo governo de George W. Bush levaram as empresas americanas a reduzirem suas contribuições aos planos de previdência de seus funcionários. As companhias temem que a reforma elimine alguns incentivos às contribuições, como a transformação de parte do dinheiro desembolsado em créditos fiscais para abatimento no balanço (se você é assinante, leia também reportagem de EXAME sobre a quebradeira dos fundos de pensão americanos).

De acordo com a Milliman, empresa americana de pesquisas, as 100 maiores companhias dos Estados Unidos deixaram de recolher 106,9 bilhões de dólares para os fundos de previdência privada de seus empregados no ano passado. “A reforma trará mudanças duras para os fundos de pensão, mas as companhias ainda não sabem o que isso significar”, afirmou, ao jornal britânico Financial Times, Johun Ehrhardt, consultor da Milliman.

O tipo de plano que está sendo mais prejudicado, nos Estados Unidos, é aquele em que a empresa garante uma porcentagem do salário do empregado após a sua aposentadoria. Um dos objetivos da reforma é estabelecer regras mais claras de contabilidade, que permitam maior transparência para os investidores. Mas, segundo o Financial Times, a ironia está em que as novas regras poderão desincentivar ainda mais as contribuições das empresas.