Combates no leste da Ucrânia deixam 9 soldados mortos

Pelo menos nove soldados ucranianos morreram e 13 ficaram feridos nos combates entre as forças governamentais e os separatistas pró-Rússia

Kiev – Pelo menos nove soldados ucranianos morreram e 13 ficaram feridos nesta sexta-feira nos combates entre as forças governamentais e os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, informou a assessoria de comunicação da “operação antiterrorista” lançada por Kiev.

“Baixas de hoje dia 4 de julho: nove mortos e 13 feridos”, escreveu o centro de imprensa em seu perfil no Facebook, sem detalhar as circunstâncias e os lugares onde os soldados ucranianos morreram.

Os combates mais intensos continuam há quatro dias nos acessos para a cidade de Slaviansk, símbolo e bastião da sublevação pró-Rússia que eclodiu em meados de abril em Donetsk e Lugansk, as duas regiões mais orientais da Ucrânia.

As forças ucranianas se empenham em expulsar os separatistas da cidade de Nikolayevka, pela qual passava a última rota de abastecimento para os rebeldes entrincheirados há quase três meses em Slaviansk, na qual permanecem ainda cerca de 45 mil de seus 120 mil moradores.

“De quarteirão em quarteirão, as Forças Armadas, a Guarda Nacional e as forças especiais da polícia libertam a cidade dos criminosos armados. A maior parte de Nikolayevka já está em nossas mãos”, escreveu em seu Facebook o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov.

O porta-voz da operação militar, Alexei Dmitrashovski, assegurou que nas últimas 24 horas as tropas ucranianas mataram “pelo menos 150 milicianos” na área de Slaviansk.

A administração regional de Donetsk, leal a Kiev, informou por sua parte que os enfrentamentos armados entre os dois lados se estendem também a outras áreas da região, em particular nas cidades de Kramatorsk, Artiomovsk e Yasinovata.

Em Kramatorsk, cidade de 170 mil habitantes a cerca de 15 quilômetros de Slaviansk, “há vítimas entre a população civil”, reconheceram as autoridades regionais.

Apesar dos avanços militares na luta contra os separatistas, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, se mostrou ontem disposto a um novo cessar-fogo sempre que também o respeitem plenamente os sublevados, a quem exigiu a libertação de todos seus prisioneiros.