Colômbia pede enviado especial da ONU para lidar com migração venezuelana

Mais de um milhão de pessoas chegaram à Colômbia a partir da Venezuela no último ano e meio, fugindo de grave crise econômica e política

Bogotá – A Colômbia pedirá às Nações Unidas a designação de um enviado especial para coordenar ajuda humanitária às centenas de milhares de imigrantes venezuelanos que chegam a países da região, disse o ministro das Relações Exteriores colombiano na sexta-feira.

Mais de um milhão de pessoas chegaram à Colômbia a partir da Venezuela no último ano e meio, fugindo de uma grave crise econômica e política no país socialista que causou escassez de alimentos e remédios.

“Vamos insistir no fortalecimento de um fundo humanitário de emergência e vamos propor a criação de um enviado especial sob o comando das Nações Unidas que possa coordenar as ações multilaterais que são necessárias por causa da crise humanitária que estamos vivendo”, afirmou o ministro Carlos Holmes Trujillo, que assumiu o cargo na terça-feira, a jornalistas.

A Colômbia gastou milhões em ajuda para imigrantes venezuelanos, incluindo alimentos, abrigo e assistência médica. Muitos chegam com apenas o que podem carregar e estão frequentemente subnutridos.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, anunciou na quarta-feira mais 9 milhões de dólares em ajuda à Colômbia para ajudar na crise, durante uma visita à cidade fronteiriça de Cúcuta.

Trujillo disse que ainda não recebeu um pedido formal de extradição da Venezuela para seis pessoas acusadas de envolvimento na explosão de drones em um evento militar na semana passada, e que supostamente estariam na Colômbia. O governo da Venezuela disse que o incidente foi uma tentativa fracassada de assassinato.

“Eu não gosto de falar sobre hipóteses – vamos ver. … Fui informado de que o pedido de extradição não chegou formalmente, se de fato vai chegar”, disse o ministro. “Se chegar, vamos analisá-lo.”

Trujillo reiterou que a Colômbia se retiraria da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), criada há uma década, na tentativa de contrabalançar a influência norte-americana na América Latina, em conjunto com várias outras nações. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru já suspenderam indefinidamente sua participação no órgão.

“Estamos consultando outros países que aparentemente querem seguir o mesmo caminho. Se consolidarmos uma decisão semelhante a partir dessas consultas, agiremos em conjunto. Se não, vamos nos retirar de qualquer maneira.”

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