Coalização: Jihadistas presos devem ser julgados em seus países de origem

Militar da coalização internacional que atua no Oriente Médio reivindicou o envolvimento da comunidade global na estabilização da Síria e no Iraque

Washington – A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos insistiu nesta terça-feira em seu pedido à comunidade internacional para que esta assuma responsabilidade sobre os jihadistas presos vindos de diversos lugares à Síria e ao Iraque para que possam ser julgados em seus países de origem.

“Deveriam ser transferidos para seus países para enfrentarem à Justiça”, opinou o coronel Thomas Veale, diretor de Relações Públicas da aliança durante uma videoconferência a partir do Iraque que pôde ser acompanhada no Pentágono em Washington.

O militar americano lamentou que mesmo que as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada comandada por milícias curdas e apoiadas pela coalizão, tenham “infraestruturas adequadas” para manter os radicais em cativeiro, sua custódia representa uma grave “redução de seus recursos”.

Veale não quis entrar em detalhes, mas assegurou que alguns dos países de origem dos combatentes internacionais “responderam” aos diferentes chamados feitos pela coalizão.

“É um problema global que requer uma solução global. Sabemos por experiências anteriores que os centros de detenção são um criadouro de radicalismo. Não podemos permitir que esse assunto siga sem solução”, concluiu Veale.

Além disso, o coronel reivindicou o envolvimento de toda a comunidade internacional no processo de estabilização na região para evitar que possam se repetir no futuro as condições que levaram o grupo terrorista Estados Islâmico (EI) a “florescer” na região.

Os EUA lideram a coalizão formada por mais de 70 países e que, sob o amparo do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tem por objetivo acabar com o jihadismo na Síria e no Iraque dentro da operação “Inherent Resolve”.

O EI autoproclamou um califado no fim de junho de 2014 ao assumir o controle de diversas províncias e cidades nos dois países árabes, mas perdeu a maior parte deste território no último ano.

No caso da Síria, as FSD expulsaram o EI de seu reduto principal, a província de Al Raqqa, e de outras partes do país com ajuda da coalizão.